segunda-feira, 6 abril, 2026

Suinocultura bate recordes e amplia presença global

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A suinocultura de Santa Catarina segue consolidada como uma das mais relevantes do Brasil, com forte concentração regional, crescimento consistente e avanço tecnológico. Em 2025, o estado reforçou sua liderança nacional ao registrar números recordes tanto em produção quanto em exportações.

Oeste concentra 70% da produção de suínos em Santa Catarina

A produção de suínos catarinense é altamente concentrada no Grande Oeste, responsável por cerca de 70% de todo o volume estadual. A região é o principal polo da atividade, sustentando uma cadeia que movimenta bilhões de reais.

Em 2025, o estado abateu 18,4 milhões de suínos, um crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior. Desse total, aproximadamente 12,9 milhões de animais foram provenientes das principais regiões produtoras do Oeste.

Três regiões lideram o abate e reforçam força do setor

Dados do Observatório Agro Catarinense, ligado à Epagri, mostram que três regiões concentram a maior parte da produção:

Meio-Oeste: 5,88 milhões de suínos abatidos

Extremo-Oeste: 4,31 milhões

Oeste: 2,79 milhões

Quando analisadas as microrregiões do IBGE, a concentração é ainda mais evidente, com destaque para:

Concórdia: 4,1 milhões

Joaçaba: 3,9 milhões

Chapecó: 3,5 milhões

São Miguel do Oeste: 2,2 milhões

Rio do Sul: 1,1 milhão

Juntas, essas regiões respondem por mais da metade de toda a produção estadual.

Inspeção sanitária avança, mas número de produtores recua

Outro ponto de destaque é o alto nível de controle sanitário da produção. Em 2025, 89,5% dos suínos abatidos passaram por inspeção dentro do estado, enquanto 10,5% foram processados em outras unidades da federação.

Por outro lado, o número de suinocultores apresentou queda significativa, passando de 6.666 em 2025 para 3.653 em 2026, indicando um movimento de concentração produtiva e maior profissionalização da atividade.

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Status sanitário garante acesso a mercados exigentes

Santa Catarina é referência internacional em sanidade animal. O estado não registra casos de febre aftosa desde 1993 e, desde 2007, é reconhecido como zona livre da doença sem vacinação.

Esse diferencial abriu portas para mercados altamente exigentes, como Japão e Coreia do Sul, além de fortalecer a competitividade da carne suína catarinense no cenário global.

Segundo a ACCS, o status sanitário é estratégico para ampliar exportações e consolidar a presença internacional do estado.

Regras mais rígidas reforçam biosseguridade nas granjas

Para manter o padrão sanitário, o estado intensificou as exigências. A Portaria nº 50/2025 da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária estabelece práticas obrigatórias nas granjas comerciais, como:

Controle rigoroso de acesso

Processos de desinfecção

Destinação adequada de dejetos

Os produtores têm prazo de até dois anos para cercar as áreas de produção, reduzindo riscos sanitários e impedindo a entrada de outros animais.

Esse ambiente regulatório tem estimulado investimentos e modernização das propriedades, com crescente adoção de tecnologias no campo.

Tecnologia e genética impulsionam produtividade

A evolução tecnológica e genética elevou significativamente os índices produtivos da suinocultura catarinense.

No passado, a média era de 10 leitões por parto e até 26 desmamados por fêmea ao ano. Atualmente, os números alcançam: 14 a 15 leitões por parto, Mais de 33 desmamados por fêmea ao ano

O avanço é resultado da melhoria genética, aliada ao uso de sistemas de ambiência controlada, que garantem temperatura ideal, reduzem o estresse dos animais e aumentam a qualidade da carne.

O bem-estar animal também ganhou relevância, com prazo até o fim de 2028 para adequação total às exigências do setor.

Produção expressiva em território reduzido

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Mesmo ocupando pouco mais de 1% do território nacional, Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. O estado também ocupa a segunda posição na produção de aves.

De acordo com o Sindicarne, mais de 34 mil suínos são abatidos diariamente em cerca de 15 plantas industriais, com capacidade média de 5 mil animais por unidade.

Exportações batem recorde e ampliam presença internacional

Santa Catarina exporta carne suína para mais de 150 países, com destaque para mercados como Japão, Filipinas, China, México e Chile, além de atender destinos altamente exigentes, como Estados Unidos, Canadá e Coreia do Sul.

Em 2025, o estado exportou 748,8 mil toneladas de carne suína, crescimento de 4,1% em relação a 2024 — o maior volume da série histórica.

A receita também atingiu patamar recorde, somando R$ 1,85 bilhão, alta de 9,4%, reforçando a importância econômica da suinocultura para o estado e para o agronegócio brasileiro.

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