quinta-feira, 19 março, 2026

Governo Milei avalia fornecer apoio militar da Argentina aos EUA em conflito contra o Irã

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Resumo

A aproximação estratégica busca consolidar a Argentina como principal aliado ocidental na região. Contudo, a falta de orçamento militar e a ausência de um mandato da ONU geram resistências internas entre oficiais que temem represálias em solo argentino.

Alinhamento estratégico com Washington e Israel

O governo de Javier Milei confirmou publicamente o aprofundamento do alinhamento da Argentina com os Estados Unidos e Israel ao admitir a possibilidade de oferecer apoio militar da Argentina aos EUA em um eventual conflito contra o Irã. De acordo com informações do InfoMoney, o secretário de Comunicação argentino, Javier Lanari, declarou ao jornal espanhol El Mundo que, caso surja um pedido formal de Washington, ‘qualquer ajuda que eles considerem se dará’.

Embora não exista uma solicitação oficial até o momento, a postura reflete as recentes declarações de Milei. Na última semana, em eventos realizados em Nova York, o presidente argentino classificou o Irã como ‘nosso inimigo’ e reafirmou sua crença na vitória de Israel e dos EUA no embate contra o regime persa. Entre os planos do Executivo está a transferência da embaixada argentina em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, um gesto de forte carga simbólica.

Resistência e limitações operacionais das Forças Armadas

Apesar da retórica oficial, fontes da cúpula das Forças Armadas e do Ministério da Defesa ouvidas pela imprensa argentina demonstram ceticismo quanto ao envio de tropas ou embarcações para zonas de conflito, como o Estreito de Ormuz. Militares relataram ao jornal Clarín que o país não possui atualmente ‘condições técnicas nem operacionais’ para sustentar uma missão dessa envergadura.

A crise orçamentária é um dos principais entraves citados pela caserna:

  • Pilotos destinados a operar os novos caças F-16 recebem salários em torno de 1,2 milhão de pesos (cerca de R$ 4.500).
  • Novos recrutas têm vencimentos aproximados de 600 mil pesos (R$ 2.200).
  • Falta de recursos básicos para manutenção e operações de rotina.
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Risco de segurança nacional e precedentes históricos

Especialistas e militares relembram que a participação argentina na Guerra do Golfo, nos anos 1990, sob a presidência de Carlos Menem, ocorreu sob um contexto de coalizão internacional e mandato da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, uma intervenção direta sem esse respaldo legal transformaria o território argentino em um alvo potencial para ataques terroristas, segundo oficiais ouvidos pelo Clarín.

O cenário geopolítico é agravado pelos recentes ataques iranianos a instalações de gás natural no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. O quase fechamento do Estreito de Ormuz tem pressionado economias emergentes e reacendido a crise global de energia, tornando qualquer movimento militar na região extremamente sensível para a segurança interna argentina.

Fonte: InfoMoney

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