A guerra no Irã, em sua segunda semana em março de 2026, pressiona o agronegócio brasileiro com bloqueios no Estreito de Ormuz, alta no petróleo e riscos em insumos. Milho, proteínas animais e fertilizantes lideram os impactos, com exportações para o Oriente Médio caindo e custos de produção subindo até 20%.
Milho e Grãos em Estoque
O Irã compra 23% do milho exportado pelo Brasil (9 milhões de toneladas em 2025), mas rotas marítimas interrompidas acumulam estoques locais e derrubam preços. Soja também sofre, com demanda regional menor apesar de representar menos de 1% das exportações totais.
Proteínas Animais Sob Pressão
Carne de frango (26-30% para Oriente Médio), bovina (6%) e suínos enfrentam queda na demanda e alta nos fretes, encarecendo ração à base de milho. Produtores relatam margens reduzidas, com risco de repasse ao consumidor brasileiro.
Fertilizantes e Custos de Produção
Brasil importa 35% da ureia do Irã e região, essencial para milho, soja e cana; preços sobem com logística incerta, afetando 93,5% das compras do país. Máquinas agrícolas consomem mais diesel caro, elevando despesas gerais no agro.
Setor Agro Impacto Chave Dependência Regional
Perspectivas de Adaptação
Cana-de-açúcar pode ganhar com demanda por etanol, mas setor geral monitora dólar valorizado e inflação. Produtores buscam rotas alternativas como Mediterrâneo, apesar de custos extras.
Fonte: BBC





