domingo, 1 março, 2026

Brasil e Coreia do Sul firmam parcerias para produção nacional de três medicamentos biológicos

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O governo brasileiro assinou com a Coreia do Sul três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) destinadas à produção nacional dos medicamentos bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte, prevendo a transferência de tecnologia e internalização da fabricação no Brasil. O investimento do Ministério da Saúde está estimado em até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano.

“A medida amplia a capacidade produtiva nacional de produtos e insumos essenciais à saúde pública, fortalece a soberania produtiva do país, reduz vulnerabilidades do SUS diante de oscilações do mercado internacional e diminui o risco de desabastecimento. Além disso, estimula o desenvolvimento tecnológico, a geração de empregos e renda no Brasil e amplia o acesso da população a terapias de alto custo”, informou o Ministério da Saúde.

Detalhamento das parcerias

Aflibercepte (doenças oftalmológicas)

A assinatura formaliza o início da produção nacional do aflibercepte, medicamento essencial para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade. O ministério contará com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) como parceira pública, e com a Bionovis S.A. e a empresa sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda. como parceiras privadas.

Bevacizumabe (oncologia)

Para o bevacizumabe, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer e em indicações oftalmológicas, a PDP reúne a Fundação Baiana de Pesquisa (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.

Eculizumabe (doença rara)

O eculizumabe, medicamento indicado para o tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), doença rara que afeta o sistema sanguíneo, terá produção com a parceria da Bahiafarma, a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.

“As parcerias firmadas têm um significado muito relevante. Representam a transferência de tecnologia, a produção local no Brasil, o fortalecimento da base industrial nacional e a redução de vulnerabilidades do sistema de saúde. Representam também previsibilidade para o setor privado e compromisso de longo prazo do Estado brasileiro”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da missão oficial à Coreia do Sul.

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Inovação e cooperação em saúde

Entre os principais instrumentos negociados na missão está o Memorando de Entendimento em Saúde (MoU) firmado entre os ministérios da Saúde do Brasil e da Coreia do Sul, que estabelece bases para cooperação em áreas estratégicas como inovação biomédica e farmacêutica, saúde digital, ecossistemas de dados, excelência clínica, terapias avançadas e fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde.

“Foram firmados seis novos acordos para produção conjunta de tecnologias em saúde, envolvendo testes diagnósticos, medicamentos biológicos, tratamentos para determinados tipos de câncer e tecnologias voltadas a doenças oftalmológicas. As iniciativas representam avanço tecnológico relevante, fortalecem a capacidade produtiva e inovadora dos dois países e abrem caminho para novas etapas de cooperação”, concluiu o Ministério da Saúde.

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