segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

Jogos da Série A, B, C e D estão proibidos de ter transmissão de imagem da gabine de rádios

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) determinou que emissoras de rádio e web rádios não poderão mais transmitir imagens ao vivo das cabines de imprensa durante partidas organizadas pela entidade. A medida, que já está em vigor desde fevereiro de 2026, foi comunicada oficialmente aos veículos credenciados.

A decisão vale para todas as competições sob organização da CBF, incluindo o Campeonato Brasileiro Série A, Série B, Série C e Série D, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.

O que muda na prática

Com a nova regra, as emissoras seguem autorizadas a transmitir apenas o áudio das partidas, como ocorre tradicionalmente no rádio esportivo. No entanto, não poderão mais exibir imagens em vídeo — mesmo que restritas aos narradores e comentaristas dentro das cabines, sem mostrar o gramado ou lances do jogo — em plataformas digitais e redes sociais.

Segundo a CBF, a justificativa está relacionada aos direitos de transmissão e imagem das competições, comercializados de forma exclusiva para emissoras detentoras dos direitos de exibição televisiva e digital. A entidade entende que a transmissão em vídeo, ainda que focada apenas na cabine, pode configurar exploração indevida do produto.

A medida segue o mesmo modelo já adotado nos torneios organizados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Repercussão entre profissionais

A decisão gerou debate entre profissionais da imprensa esportiva. Muitas rádios vinham utilizando transmissões em vídeo diretamente das cabines como estratégia para ampliar o alcance nas redes sociais, aproximar o público dos bastidores e fortalecer a presença digital.

Representantes do setor defendem que as imagens não exibem a partida em si, mas apenas o trabalho dos comunicadores, não concorrendo diretamente com as transmissões oficiais [citation:1]. Um dos argumentos é que mostrar o narrador dentro da cabine, com o campo ao fundo ou telão, acaba sendo considerado conteúdo audiovisual do evento, o que fura o contrato de exclusividade de quem pagou milhões pelos direitos.

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Nas redes sociais, torcedores e profissionais reagiram com críticas à medida. “Sinceramente… tanta coisa para melhorar no futebol brasileiro e a CBF se preocupa com isto?”, questionou um internauta [citation:9]. Outro comentário ironizou: “O que realmente prejudica uma webcam mostrando um narrador de 55 anos narrando um jogo da cabine?”.

A orientação é que as emissoras se adequem imediatamente à norma para evitar possíveis sanções. A medida reacende a discussão sobre os limites dos direitos de transmissão, o uso de imagem em eventos esportivos e os desafios enfrentados pelo rádio na adaptação ao ambiente digital.

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