O Ministério da Saúde assumiu em janeiro de 2026, a execução financeira das bolsas de residência em saúde, anteriormente vinculadas ao MEC. A Portaria nº 8 garante que a regulação acadêmica e supervisão das vagas continuem sob responsabilidade do Ministério da Educação.
Urgente: Mudança drástica na gestão das bolsas de residência em saúde
O cenário financeiro para milhares de profissionais de saúde no Brasil acaba de sofrer uma alteração estrutural profunda. Foi publicada na quinta-feira 29, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 8, que oficializa a transferência do pagamento das bolsas de residência em saúde do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Saúde.
Prazos e responsabilidade financeira
A decisão determina que a transferência aplica-se exclusivamente às bolsas financiadas pelo MEC até a competência de dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS) responderá integralmente pela execução financeira dos pagamentos.
Para garantir a transição, o Ministério da Educação fornecerá à SGTES/MS todas as informações críticas, incluindo:
Quantitativo de vagas autorizadas por programa;
Histórico de bolsas anteriormente financiadas pelo MEC;
Dados necessários para a manutenção do fluxo de pagamentos.
O que permanece sob controle do MEC
Apesar da mudança no fluxo de caixa, a portaria destaca que o Ministério da Educação não perde sua autoridade pedagógica. A Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC) mantém as seguintes competências relativas aos Programas de Residência em Saúde:
Regulação dos programas;
Supervisão técnica e acadêmica;
Avaliação de qualidade das residências.
A medida busca centralizar a gestão do trabalho em saúde dentro da pasta que administra o Sistema Único de Saúde (SUS), otimizando o planejamento estratégico da força de trabalho no país.





