Trump anuncia medidas contra Cuba e presidente Díaz-Canel reage publicamente

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (11) que o fluxo de petróleo e dinheiro da Venezuela para Cuba será interrompido, pressionando o governo cubano a fechar um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”. A mensagem foi publicada em sua rede social Truth Social.

Trump afirmou que Cuba teria vivido por muitos anos graças ao petróleo e recursos enviados por Caracas em troca de “serviços de segurança” aos últimos líderes venezuelanos, e ressaltou que “isso acabou”. Ele declarou ainda que “não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba – zero!” e sugeriu que o país caribenho negocie com os EUA para evitar consequências não especificadas.

A ameaça ocorre em um contexto de tensão na região após uma operação militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, episódio que tem repercutido em toda a América Latina e alterado relações diplomáticas e econômicas.

Reação oficial de Cuba

O presidente Miguel Díaz-Canel repudiou as declarações de Trump em suas redes sociais, afirmando que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana” e que “ninguém nos dirá o que fazer”. Ele lembrou que a ilha caribenha tem sido alvo de medidas de pressão dos EUA há décadas e disse que Cuba se prepara para defender sua pátria.

Díaz-Canel também criticou a narrativa americana sobre a crise econômica em Cuba, atribuindo-a às sanções e ao embargo estadunidense de longa data, e rejeitou qualquer imposição externa.

Contexto energético e diplomático

Cuba tem longa dependência do petróleo venezuelano, que historicamente foi um dos principais fornecedores de energia para a ilha. Com a interrupção desse fluxo, a economia cubana enfrenta incertezas adicionais, especialmente em um momento de escassez de combustível, alimentos e outros produtos básicos no país, conforme relatado por agências internacionais.

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Especialistas em geopolítica destacam que o pronunciamento de Trump representa uma intensificação das pressões econômicas e diplomáticas dos EUA sobre Cuba, alinhada à postura do governo americano diante de aliados e adversários na região.

Possíveis desdobramentos

Até o momento, não há registro de negociações formais entre Havana e Washington sobre um acordo proposto por Trump, e autoridades cubanas afirmaram que as relações devem se basear no direito internacional, não em ameaças ou coerção econômica.

O cenário permanece fluido, com impacto potencial nas relações entre os Estados Unidos, Cuba e países latino-americanos, especialmente no contexto de mudanças recentes na Venezuela.

Fonte: Agência Brasil

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