sábado, 10 janeiro, 2026

Unesco alerta para qualidade da alimentação escolar e defende refeições mais saudáveis

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Relatório divulgado em setembro de 2025 destaca importância do valor nutricional das refeições servidas em escolas e recomenda maior fiscalização e apoio à agricultura local.

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgado em setembro, reforça a necessidade de melhorar a qualidade da alimentação escolar. Apesar de quase metade das crianças no mundo ter acesso a refeições nas escolas, a entidade alerta para a falta de atenção ao valor nutricional dos alimentos oferecidos.

De acordo com o documento, refeições equilibradas, preparadas com produtos frescos e acompanhadas de ações de educação alimentar, podem aumentar em até 9% as matrículas, elevar em 8% a frequência escolar e melhorar o desempenho pedagógico.

Desafios globais

O relatório chama atenção para a relação direta entre a falta de monitoramento e a alta da obesidade infantil, que mais que dobrou desde 1990, ao mesmo tempo em que cresce a insegurança alimentar. Em 2022, quase um terço das refeições escolares não contou com nutricionistas no planejamento. Apenas 93 dos 187 países avaliados tinham normas para regular a alimentação em escolas, e só 65% controlavam a venda de produtos em cantinas e máquinas automáticas.

“A maior oferta de alimentos in natura pode passar por maior valorização da agricultura familiar e da cultura local. É uma questão de identidade regional, de valorização do pequeno agricultor, de manter o recurso na comunidade e fazer a economia circular na região”, destacou Lorena Carvalho, oficial de projetos da Unesco no Brasil.

Exemplos positivos

No Brasil, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) avançou ao restringir o uso de ultraprocessados. Para a Unesco, o desafio agora é ampliar o monitoramento e a fiscalização. “A legislação brasileira já não permite alta incidência de alimentos ultraprocessados na merenda escolar, mas é preciso garantir o cumprimento da norma”, reforçou Lorena.

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Outros países também foram citados: na China, a inclusão de vegetais, leite e ovos em escolas rurais melhorou a ingestão de nutrientes e a frequência escolar. Na Nigéria, a alimentação baseada na produção local aumentou em 20% as matrículas no ensino primário. Já na Índia, a introdução de milheto fortificado nas refeições elevou a atenção e a memória dos adolescentes.

Próximos passos

A Unesco recomenda que os governos priorizem alimentos frescos e locais, reduzam ultraprocessados e incluam a educação alimentar nos currículos escolares. Ainda em 2025, a entidade deve lançar ferramentas práticas e programas de capacitação para gestores públicos e educadores.

O relatório integra o Monitoramento Global da Educação (GEM), que acompanha o avanço dos países em relação ao ODS 4, sobre educação de qualidade.

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