sábado, 10 janeiro, 2026

TV 3.0 promete programação com interatividade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta a TV 3.0, nova geração da televisão aberta e gratuita no país. A tecnologia deve transformar a experiência dos brasileiros diante da tela, oferecendo maior interatividade, som e imagem em alta qualidade, além de integração com a internet.

O que muda com a TV 3.0

De acordo com o Ministério das Comunicações, a chamada televisão do futuro vai combinar a transmissão tradicional de áudio e vídeo (broadcast) com serviços de internet (broadband). Isso permitirá que telespectadores utilizem aplicativos diretamente na TV para interagir com programas, acessar conteúdos extras e até realizar compras sem sair do sofá.

Entre as inovações previstas estão votações em tempo real, novos recursos de acessibilidade, alertas de emergência, publicidade segmentada e o chamado T-commerce, que possibilita compras pelo controle remoto. As emissoras também poderão oferecer conteúdos sob demanda, como séries, programas e jogos.

Padrão técnico e cronograma de implantação

O decreto presidencial deve confirmar a adoção do padrão ATSC 3.0, recomendado pelo Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). A migração será gradual, começando pelas grandes cidades, como ocorreu na transição da TV analógica para a digital. A expectativa é que parte da população já possa acompanhar a TV 3.0 durante a Copa do Mundo de 2026.

Retomada da relevância da TV aberta

Especialistas avaliam que a TV 3.0 pode devolver protagonismo à televisão aberta frente ao crescimento dos serviços de streaming. Guido Lemos, professor da UFPB e pesquisador do setor, destaca que os novos aparelhos deverão trazer os canais abertos em posição de destaque no catálogo inicial, recuperando espaço perdido para aplicativos de vídeo sob demanda.

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Integração com serviços públicos

No campo público, a TV 3.0 terá uma Plataforma Comum de Comunicação Pública, com destaque para emissoras educativas e institucionais. O sistema permitirá acesso a serviços do Governo Digital, levando informações e utilidades diretamente à tela da TV, mesmo em áreas onde não há cobertura por antena.

Desafios da nova tecnologia

Apesar das oportunidades, a implantação da TV 3.0 enfrenta desafios. Emissoras precisarão investir em novos transmissores e licenciamento de tecnologias, enquanto consumidores terão que adquirir aparelhos compatíveis ou conversores. Outro obstáculo é a universalização da internet de qualidade: apenas 22% dos brasileiros possuem conectividade satisfatória, segundo o Cetic.br.

Ainda assim, o avanço da internet nos últimos anos mostra um cenário promissor. A proporção de lares urbanos com acesso subiu de 13% para 85% em duas décadas, o que deve facilitar a adoção da TV 3.0 no país.

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