quinta-feira, 23 abril, 2026

Denúncias expõem riscos e reforçam debate sobre proteção de crianças nas redes sociais

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As denúncias feitas pelo influenciador Felca Bress, em vídeo publicado na última semana, colocaram em evidência os riscos que as redes sociais representam para crianças e adolescentes, principalmente pela falta de regulação sobre o uso de imagens de menores nesses ambientes digitais. As cenas expostas chocaram a sociedade e geraram reações do Congresso Nacional, da Presidência da República e de diversos setores sociais.

Orientações para pais e responsáveis

Especialistas entrevistados pela Agência Brasil destacam que a proteção de crianças nas redes sociais deve começar dentro de casa. A escritora e ativista Sheylli Caleffi lembra que é preciso respeitar a classificação indicativa de cada plataforma: o Instagram não é recomendado para menores de 16 anos, enquanto TikTok e WhatsApp não devem ser usados por menores de 13 anos.

Ela ressalta que as contas devem ser configuradas como privadas, impedindo o acesso de desconhecidos a conteúdos de menores de idade. “O ideal é uma conta privada se existe qualquer imagem de criança. Mesmo adolescentes devem manter perfis privados”, recomenda.

Riscos ao postar fotos de crianças

Caleffi alerta ainda que, mesmo que a criança não tenha perfil próprio, os familiares podem expô-la a riscos ao postar fotos em suas contas. “As redes sociais não são álbuns de família, mas ambientes comerciais. Uma imagem pode facilmente ser tirada de contexto e usada de forma criminosa”, afirma.

Ela reforça que apenas responsáveis legais podem decidir sobre a exposição de imagens de crianças e que contas com esse tipo de conteúdo devem ser restritas.

Adultização precoce e danos psicológicos

Outro ponto em debate é a adultização de crianças, tanto nas redes quanto fora delas. Situações como uso de roupas inadequadas para a idade, maquiagem em excesso e dietas precoces contribuem para problemas de autoestima e sexualização precoce.

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Caleffi orienta que pais e responsáveis monitorem o conteúdo acessado e utilizem aplicativos de mediação parental, que permitem controlar tempo de tela, rastrear localização e acompanhar atividades online dos filhos.

Papel da sociedade e do poder público

A professora Vládia Jucá, da Universidade Federal do Ceará (UFC), reforça que a proteção da infância é uma responsabilidade compartilhada. “Temos uma rede de assistência composta por escolas, saúde, assistência social, Justiça e Ministério Público, todos articulados para garantir os direitos da criança e do adolescente”, explica.

Segundo ela, além das famílias, escolas e serviços públicos precisam ajudar a orientar e proteger crianças também no ambiente digital. “É essencial que os espaços de escuta sejam fortalecidos, para que crianças e adolescentes sejam ouvidos e identificados quando estiverem em situação de risco”, acrescenta.

Como denunciar

Situações de abuso, exploração ou violação de direitos de crianças e adolescentes podem ser denunciadas pelo Disque 100. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e pode ser acessado de telefones fixos e celulares.

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