O novo manual técnico estabelece parâmetros ideais para pulverização, como ventos entre 3,2 e 6,5 km/h e umidade acima de 55%. A iniciativa visa reduzir perdas por deriva e evaporação, garantindo que o ingrediente ativo atinja o alvo biológico com máxima eficiência e baixo impacto.
Lançamento técnico em Cascavel
A Embrapa Soja e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) lançam a publicação “Tecnologia de Aplicação de Pesticidas” durante o Show Rural Coopavel, que ocorre de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Segundo a Agência Gov, o material reúne orientações para mitigar dificuldades enfrentadas em campo, focando na eficiência e segurança da produção de alimentos.
O controle de pragas e doenças inicia-se no diagnóstico e na escolha do produto, mas a execução depende de critérios rigorosos. “O uso de pesticidas exige equipamento em perfeitas condições de uso, boa regulagem, informações sobre condições climáticas e conhecimentos técnicos e científicos para que o alvo seja atingido, sem colocar em risco a segurança humana e ambiental”, explica Dionísio Gazziero, pesquisador da Embrapa Soja.
Condições climáticas e deriva
A aplicação terrestre ou aérea continua sendo o método mais eficaz de controle fitossanitário, porém o sucesso depende do respeito ao ambiente. Fatores como ventos excessivos, baixa umidade e altas temperaturas elevam o risco de perdas por deriva e evaporação. Cleber Maciel, professor da Unicentro, observa que “estudos indicam que as melhores condições para aplicação ocorrem com ventos entre 3,2 e 6,5 km/h, umidade relativa mínima de 55% e temperatura inferior a 30 °C”.
O tamanho das gotas é outro ponto central. Gotas finas melhoram a cobertura, mas derivam facilmente. Já gotas grossas ou extremamente grossas são recomendadas para herbicidas mimetizadores da auxina para evitar fitointoxicação em culturas vizinhas. “A escolha correta das pontas de pulverização e da pressão de trabalho também é considerada estratégica”, acrescenta Gazziero.
Manutenção e misturas em tanque
Inspeções de campo revelam que muitos equipamentos operam com falhas, como vazamentos, bicos desgastados e filtros obstruídos. A calibração correta deve considerar a velocidade, pressão, espaçamento entre bicos e altura da barra para garantir que o volume de calda aplicado seja o planejado.
Sobre a mistura de diferentes produtos no mesmo tanque — prática comum para otimizar custos — os especialistas alertam para riscos físicos e químicos. “As incompatibilidades físicas e químicas podem comprometer a eficácia dos produtos, causar entupimento de bicos, formar espuma e até aumentar fitotoxicidade nas culturas”, afirma Maciel. O guia completo será apresentado na Vitrine de Tecnologias da Embrapa pelos autores Cleber Maciel, Dionísio Gazziero, Rafael Theisen, Luiz Gustavo Bridi e Fernando Adegas.
Fonte: Gov




