O vereador Paulinho da Silva (PCdoB), de Chapecó divulgou nota agora há pouco, citando o nome da empresa que – segundo ele – foi responsável pelo vazamento de óleo na represa do Lajeado São José, no dia 23 de dezembro último. Na ocasião o abastecimento ficou comprometido na maior parte da cidade de Chapecó por dois dias.
Veja o que diz a nota emitida pela assessoria do vereador:
Crime Ambiental em Chapecó: Vereador Paulinho da Silva identifica empresa responsável pelo vazamento de óleo Combustível no Lajeado São José.

O vereador Paulinho da Silva (PCdoB) identificou a origem do grave crime ambiental que comprometeu o abastecimento de água em Chapecó na véspera do último Natal. Após realizar diligências e encaminhar pedidos oficiais de informação aos órgãos competentes, o parlamentar aponta a empresa Transportes Gral, localizada na Rua São Pedro, no bairro Engenho Braun, como a responsável pelo vazamento de óleo combustível que contaminou o Lajeado São José.
O incidente, ocorrido em 23 de dezembro de 2025, causou a paralisação do sistema de captação e tratamento de água, afetando milhares de famílias chapecoenses justamente durante as festividades natalinas.
Falha na contenção e negligência
Segundo o levantamento realizado pelo mandato do vereador, o vazamento foi determinante para a contaminação do manancial. A apuração indica que a empresa, possivelmente, não adotou as medidas de segurança e contenção necessárias para o armazenamento de material combustível. Sem as barreiras adequadas, o combustível escoou para a rede pluvial (bueiros), chegando diretamente à barragem de captação de água da cidade.
Ofensiva por responsabilização
Para garantir que o crime não fique impune, Paulinho da Silva, em conjunto com o vereador Cesar Valduga, protocolou uma série de requerimentos cobrando rigor das autoridades:
- À Polícia Militar Ambiental: Foi solicitada a cópia integral dos autos de investigação e do laudo técnico para subsidiar as ações legislativas.
- À Prefeitura de Chapecó (SEDUR): O vereador exige saber se a empresa Transportes Gral possui licenciamento ambiental ativo para armazenamento de combustíveis e se cumpria os requisitos legais. Além disso, cobra a aplicação de multas e sanções, como o embargo das atividades.
- À Casan: Foi solicitado o plano de contingência e os laudos que comprovem a potabilidade da água após a limpeza, garantindo a segurança para o consumo humano.
Próximos Passos
“A identificação da empresa é apenas o primeiro passo. Agora buscaremos saber como o Município licenciou essa atividade e por que a fiscalização falhou em prevenir esse desastre”, afirma o vereador. O mandato atuará para garantir que a empresa arque com os prejuízos causados à população e ao meio ambiente, cobrando também da CASAN o ressarcimento aos consumidores afetados.
POSICIONAMENTO
A reportagem da Folha Desbravador fez contato com a empresa citada na nota, mas não obteve resposta. O espaço está à disposição para a manifestação da mesma.




