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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Grupo Oscar Romero (GOR), cujo orientador espiritual é o padre Vilson Groh, coordenador da Rede IVG que reúne seis organizações socioasssistenciais nas periferias da Grande Florianópolis e em Guiné Bissau, na África, enviou carta ao governador Carlos Moisés da Silva solicitando que o Estado faça acordo com os fabricantes de vacina para o combate à Covid-19 com a maior brevidade possível, e que garanta que a imunização seja universal e gratuita para todos os catarinenses.

Segundo o documento, a única movimentação para aquisição de uma vacina veio da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), enquanto outros estados, como São Paulo (CoronaVac) e o Paraná (Sputnik V) já saíram na frente. Cita que, em âmbito federal, uma das parcerias do Ministério da Saúde com a AstraZeneca/Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz, na primeira fase, abrangerá apenas a população que se enquadra nos grupos de risco, ou seja, não será universal.

O grupo ressalta que a única possibilidade de controlar a pandemia de Covid-19 é a vacinação em massa. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há 70 vacinas em desenvolvimento no país e o Programa Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973, é referência internacional. A carta alerta para o nível de alerta gravíssimo da doença em quase todas as regiões de Santa Catarina, para as altas taxas de ocupação dos hospitais e critica o afrouxamento das medidas de isolamento por parte das autoridades e o descuido das pessoas com distanciamento social e regras de higiene.

O GOR reúne pessoas “a partir de uma identidade cristã aberta à diversidade e pluralidade de crenças ou não crenças, que se encontram para conviver, comungar a palavra, compartilhar o pão e ideias.”

“A saúde é um direito de todos, dever do Estado e um bem fundamental de toda a pessoa. Com saúde assegurada para todos, teremos uma Santa Catarina mais justa, mais fraterna e por isso mais humana”, conclui a carta, assinada pelo padre Vilson Groh e pelo secretário Bruno Floriani.