sábado, 17 janeiro, 2026

Pequenas mudanças no estilo de vida podem aumentar a longevidade em até nove anos, aponta estudo

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A longevidade pode ser significativamente ampliada com mudanças relativamente simples no dia a dia. Um novo estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista eClinicalMedicine aponta que ajustes combinados na alimentação, no sono e na prática de exercícios físicos podem aumentar a expectativa de vida em até nove anos, além de prolongar o período vivido sem doenças graves.

Segundo os pesquisadores, pequenas melhorias nesses três pilares já seriam suficientes para acrescentar cerca de um ano à expectativa de vida. Mudanças mais expressivas, quando adotadas em conjunto, estariam associadas a ganhos ainda maiores.

Combinação de hábitos faz a diferença

De acordo com o autor principal do estudo, Nick Koemel, pesquisador da Universidade de Sydney, o principal achado da pesquisa é que os comportamentos de estilo de vida devem ser analisados de forma integrada, e não isoladamente.

A análise teórica sugere que adicionar apenas cinco minutos de sono por noite, dois minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia e meia xícara extra de vegetais à alimentação poderia resultar em um ano adicional de vida. No entanto, esse efeito foi observado apenas entre pessoas com hábitos extremamente desfavoráveis, como dormir menos de seis horas, ter uma dieta muito pobre e praticar pouquíssima atividade física.

Os próprios autores destacam que os resultados são projeções estatísticas e não comprovam uma relação direta de causa e efeito.

Ganhos maiores exigem mudanças mais amplas

Os maiores benefícios foram observados quando os hábitos saudáveis eram adotados de forma consistente. Segundo o estudo, o maior ganho estimado foi de 9,35 anos adicionais de vida e 9,46 anos de vida saudável, definido como o período sem doenças como problemas cardiovasculares, demência, diabetes tipo 2 e doença pulmonar obstrutiva crônica.

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Esse cenário foi associado à prática diária de 42 a 103 minutos de exercício, sono entre sete e oito horas por noite e uma dieta considerada extremamente saudável, rica em peixes, grãos integrais, frutas e vegetais.

O fator com maior impacto na longevidade foi a atividade física, segundo os pesquisadores.

Exercício continua sendo o principal aliado

Para especialistas que não participaram do estudo, o papel central do exercício não é surpresa. O cardiologista preventivo Andrew Freeman reforça que a atividade física regular continua sendo uma das estratégias mais eficazes para aumentar a longevidade e a qualidade de vida.

Ele ressalta, porém, que os números apresentados não devem ser interpretados de forma literal. A recomendação segue sendo a prática de 20 a 30 minutos diários de exercícios mais intensos, que elevem a frequência cardíaca, combinando atividades aeróbicas e de fortalecimento muscular.

Estudo analisou quase 60 mil pessoas

A pesquisa utilizou dados de quase 60 mil participantes do Reino Unido, acompanhados por uma média de oito anos por meio do UK Biobank. Os voluntários forneceram informações detalhadas sobre alimentação, sono, atividade física e outros hábitos, além de dados médicos. Parte do grupo utilizou dispositivos no pulso para medições mais precisas de movimento e descanso.

Após ajustes estatísticos para fatores como tabagismo, consumo de álcool, índice de massa corporal e ingestão de ultraprocessados, os pesquisadores observaram que mesmo níveis moderados de mudança geraram benefícios relevantes.

Exercícios de até 23 minutos por dia, sono adequado e alimentação de qualidade foram associados a quase quatro anos adicionais de vida. Níveis intermediários de atividade física, entre 23 e 42 minutos diários, elevaram esse ganho para cerca de sete anos.

Mais do que números, foco no bem-estar

Os autores e especialistas reforçam que o estudo não deve ser interpretado como uma fórmula exata a ser seguida. A principal mensagem é que hábitos saudáveis, quando adotados de forma consistente e equilibrada, tendem a melhorar tanto a qualidade quanto a duração da vida.

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Segundo Koemel, mesmo que algumas doenças surjam ao longo do envelhecimento, pessoas com estilos de vida mais saudáveis tendem a viver mais e melhor. Já Freeman resume a conclusão de forma simples: viver bem hoje ajuda a modificar positivamente a trajetória da saúde ao longo da vida.

Fonte: CNN

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