Pedra Vermelha, novo longa da Margot Filmes, vem conquistando espaço em importantes festivais de cinema no Brasil e no exterior. A estreia nacional ocorreu em julho, no 22º Festival Cinemato, em Mato Grosso, e desde então o filme segue em exibições que ressaltam a força do cinema produzido no interior, com uma narrativa que une memória, cultura e luta coletiva.
Um filme sobre resistência e ancestralidade
A produção retrata mais de 40 anos de resistência popular contra a construção da Usina Hidrelétrica de Itapiranga, ameaça constante para comunidades ribeirinhas e sítios arqueológicos na fronteira entre Brasil e Argentina. O título faz referência ao significado de Itapiranga em tupi-guarani — “pedra vermelha” — símbolo da ancestralidade indígena e da força coletiva que defende o Rio Uruguai e suas comunidades.
Agenda de festivais e exibições
Pedra Vermelha integra a programação do VIII Curta Lages – Festival Internacional de Cinema de Lages, com sessão especial no dia 30 de agosto, às 19h, no Casarão Juca Antunes. O debate após a exibição contará com os diretores e a mediação do professor da Uniplac, Miro Wagner.
Em seguida, o longa terá estreia em Florianópolis no 29º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM). A sessão será realizada em 08 de setembro, às 16h, no Cine Show Beira Mar Shopping, acompanhada de debate no programa “Conversas FAM de Cinema”.
No fim do mês, o documentário chega ao 1º Cine Curta POA, em Porto Alegre, entre 25 e 28 de setembro, com exibição na Casa de Cultura Mario Quintana. Já entre outubro e novembro, será a vez da primeira exibição internacional, no 7º FICC Terra – Festival Itinerante de Cine Comunitário de La Tierra, no México, com sessões em centros culturais e comunitários de várias cidades.
O olhar dos diretores
Para o diretor Cassemiro Vitorino, levar a história de Pedra Vermelha a diferentes públicos é motivo de celebração: “Está sendo uma alegria para toda a equipe contar esse movimento histórico, referência na América Latina, para tantas pessoas”.
A diretora Ilka Goldschmidt destaca o simbolismo do filme: “É um paraquedas colorido que adia o fim ao narrar histórias de quem insiste em existir e resistir, mostrando a força de um rio vivo e das comunidades que o defendem”.
Movimentos que inspiram
Com depoimentos de lideranças comunitárias e registros da luta organizada por movimentos como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento Sem Terra (MST) e o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), o documentário se consolida como testemunho vivo da resistência popular no Brasil.
Confira a programação oficial
- VIII Curta Lages – Festival Internacional de Cinema de Lages (SC)
Sessão Especial + debate
30/08, às 19h – Casarão Juca Antunes
www.curtalages.com - 29º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM (SC)
Sessão Conversas FAM + debate
08/09, às 16h – Cine Show Beira Mar Shopping
www.famdetodos.com.br - 1º Cine Curta POA – Porto Alegre (RS)
Seleção oficial
25 a 28/09 – Casa de Cultura Mario Quintana
www.cinecurtapoa.com - 7º FICC Terra – Festival Itinerante de Cine Comunitário de la Tierra (México)
Seleção oficial
04/10 a 08/11/2025 – Centros culturais e espaços comunitários
www.ficcterra.org