Resumo
O Gaeco realizou uma operação na Serra de Santa Catarina para desarticular um esquema de propina entre uma funerária e servidores públicos. A investigação aponta que informações sobre mortes eram vendidas para que a empresa chegasse antes aos familiares, furando o rodízio municipal. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 80 mil em espécie.
Destaques da investigação
- Apreensão de valores: Agentes encontraram R$ 80 mil em dinheiro vivo durante a operação.
- Vazamento de dados: Profissionais de saúde são suspeitos de repassar informações sobre óbitos para a funerária.
- Locais envolvidos: O esquema abrangia atendimentos do SAMU, hospitais, UPAs e mortes em residências.
- Mandados judiciais: Foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça em Lages.
Operação contra propina na Serra de Santa Catarina
Conforme apuração original do portal G1 SC, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), uma operação para combater um esquema de propina que beneficiava uma funerária na região da Serra de Santa Catarina. Durante a ação, os agentes localizaram R$ 80 mil em espécie em um dos endereços vistoriados.
Como funcionava o esquema de informações
Segundo o Ministério Público (MP), que atua junto ao Gaeco, a suspeita é de que profissionais da saúde compartilhavam dados sobre mortes registradas em atendimentos do SAMU, em um hospital, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e também em residências. Com essas informações privilegiadas, os representantes da funerária conseguiam abordar os familiares das vítimas antes dos concorrentes, desrespeitando o sistema de rodízio estabelecido pela prefeitura.
O Ministério Público informou em nota que as investigações revelaram comunicações frequentes entre os funcionários da empresa funerária e os agentes públicos que possuíam acesso direto aos registros de óbitos na região.
Mandados e andamento do caso em Lages
A Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages autorizou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em diversos endereços ligados aos investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva. O objetivo das buscas é recolher documentos, equipamentos eletrônicos, mídias e outros materiais que comprovem os pagamentos de propina e o repasse ilegal de informações.
A operação também busca identificar se existem outros envolvidos no esquema criminoso. Atualmente, o processo de investigação tramita sob sigilo na Justiça catarinense.





