Entre a modernidade tecnológica e o agronegócio de ponta que marcam a 21ª edição da Festa Estadual do Milho, um símbolo de resistência e tradição chama a atenção dos visitantes: a Roda d’Água do Museu do Milho Antônio Sirena. Construída há 22 anos, simultaneamente à inauguração do museu em 2004, a estrutura passou por uma revitalização completa para esta edição da feira.
O monumento não é apenas decorativo; ele foi projetado para contar a história do funcionamento dos antigos moinhos movidos pela força hidráulica. A atração é um tributo direto aos colonizadores do Oeste catarinense, que utilizavam essa tecnologia rústica para a subsistência e para o desenvolvimento das primeiras comunidades da região.
Educação e memória
O Museu do Milho é um dos pontos de visitação escolar em Xanxerê, recebendo constantemente alunos que buscam compreender as raízes do município. “Manter a Roda d’Água em funcionamento é permitir que as novas gerações visualizem como o trabalho era realizado há décadas, valorizando o esforço dos nossos pioneiros”, destaca a presidente da Comissão do Museu do Milho e Resgate Histórico, Aguinetes Barfknecht.
Pensando na longevidade do patrimônio, para a próxima edição da feira, já existe o planejamento para que o monumento receba uma cobertura definitiva, garantindo a preservação da madeira contra as ações do tempo e do clima.
Acervo comunitário
Um dos grandes diferenciais do museu é a origem de seu acervo. Quase a totalidade das peças — que variam de ferramentas agrícolas a utensílios domésticos — foi doada por antigos colonizadores ou seus familiares. São objetos que carregam nomes e histórias de pessoas que viveram o período da colonização e escolheram o museu para perpetuar esse legado.
A visitação é gratuita e oferece uma imersão na identidade de Xanxerê, permitindo um olhar profundo sobre como a cultura do milho e a engenhosidade dos antepassados moldaram a economia e a sociedade atual.




