O governador Jorginho Mello (PL) bateu o martelo e confirmou que a chapa governista ao Senado nas eleições de 2026 será composta exclusivamente por candidatos do Partido Liberal. Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a deputada federal Caroline De Toni disputarão as duas vagas ao Senado por Santa Catarina.
A decisão, anunciada publicamente pelo governador, encerra um longo impasse que envolvia também o nome do senador Esperidião Amin (PP), que estava cotado para integrar a chapa e agora deverá buscar a reeleição sem o apoio do grupo bolsonarista.
Carlos Bolsonaro: do Rio a SC em busca do Senado
Carlos Nantes Bolsonaro nasceu em 7 de dezembro de 1982, em Resende (RJ). É filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e iniciou a carreira política muito jovem. Graduado em Ciências Aeronáuticas pela Universidade Estácio de Sá, foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2000, aos 17 anos, tornando-se um dos vereadores mais jovens da história do país.
Exerceu vários mandatos consecutivos como vereador até 2025, quando renunciou ao cargo para disputar o Senado por Santa Catarina pelo Partido Liberal. Desde então, tem participado de articulações políticas no estado visando as eleições de outubro. Ao longo dos anos, destacou-se por seu envolvimento político digital e articulação nas redes sociais, sendo visto como peça fundamental na eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e na busca pela reeleição em 2022.
Caroline De Toni: chapecoense com trajetória na CCJ
Caroline Rodrigues de Toni nasceu em 1º de setembro de 1986 em Chapecó (SC). É advogada e política com atuação representando Santa Catarina. Formada em Direito pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó — Unochapecó, possui mestrado em Direito Público pelo Centro Universitário Estácio de Sá.
Iniciou na política como vereadora em Chapecó (2016) pelo PP. Em 2018 foi eleita deputada federal por Santa Catarina pelo PSL, sendo a mulher mais votada do estado naquela eleição. Reelegeu-se em 2022 pelo Partido Liberal (PL) com votação ainda maior. Exerceu cargos de liderança na Câmara, inclusive presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal colegiado da Casa.
É vista como alinhada à ala conservadora e ao bolsonarismo, com atuação em pautas como segurança pública, agronegócio, direitos e liberdades individuais (incluindo defesa do porte de armas e posições críticas a políticas da esquerda).
Jorge Seif Jr. terá mais quatro anos de mandato
Em 12 de fevereiro de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade rejeitar o pedido de cassação do mandato de Jorge Seif Jr., eleito senador por Santa Catarina em 2022. A corte entendeu que não houve provas robustas suficientes para caracterizar abuso de poder econômico que justificasse a perda do mandato.
A decisão seguiu parecer do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) — que havia rejeitado por unanimidade a ação, movida pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil). A ação no TSE foi arquivada também por unanimidade pelos ministros pelo placar de 7×0.
Após a decisão, o senador classificou o resultado como uma vitória do voto do povo, afirmando que a eleição de 2022 foi legítima e que sempre confiou na correção de seus atos. Ele também disse que o processo foi longo e desgastante, mas que a decisão fortaleceu a democracia ao respeitar a vontade popular.
Agora, com a definição da chapa governista, Seif Jr. passará os próximos quatro anos atuando ao lado de Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni, que, se eleitos, formarão uma bancada de três senadores do PL por Santa Catarina.




