A BR-282, principal corredor logístico de Santa Catarina, segue em fevereiro de 2026 como o maior gargalo para a economia do Grande Oeste. Em Chapecó, o status das intervenções no pavimento e a construção de terceiras faixas são os termômetros que definem o custo do frete para as agroindústrias que exportam para mais de 140 países.
O cenário atual e os pontos críticos
De acordo com o DNIT e o Monitor de Infraestrutura da Fiesc, o trecho que compreende o acesso a Chapecó (perímetro urbano) recebeu melhorias na sinalização e correções de drenagem. No entanto, o gargalo persiste no trecho entre Chapecó e São Miguel do Oeste, onde a saturação da via já ultrapassa em 40% a capacidade projetada originalmente.
A duplicação completa do “Corredor do Mercosul” ainda esbarra em contingenciamentos federais. O ganho de informação aqui é matemático: segundo o Setcom (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga), cada hora de um bitrem parado em congestionamentos na 282 custa, em média, R$ 210,00 para a transportadora. Para as cooperativas, a fluidez da rodovia não é apenas asfalto, é a sobrevivência da margem de lucro do produtor.
Impactos diretos na logística regional
Segundo a FACISC, a precariedade da infraestrutura gera um efeito cascata em três pilares:
- Custo do Frete: O desgaste prematuro de pneus e suspensão em trechos com “borrachudos” e buracos eleva o valor do frete em até 15% no trajeto até os portos de Itajaí e Navegantes.
- Segurança Viária: O alto índice de colisões frontais em trechos de pista simples gera interrupções que podem durar de 4 a 6 horas, comprometendo a carga viva (aves e suínos) que possui janelas rígidas de entrega.
- Atratividade de Investimentos: A Fiesc aponta que novas indústrias condicionam sua instalação em Chapecó à viabilidade do escoamento. Atrasos na 282 empurram novos investimentos para estados vizinhos com logística mais eficiente.
O próximo passo para o desenvolvimento
Enquanto as obras estruturais avançam em ritmo burocrático, o setor produtivo de Chapecó parou de esperar apenas pelo governo. A eficiência agora é buscada na gestão interna. Empresas de transporte e agroindústrias estão investindo pesado em tecnologias de monitoramento para mitigar os riscos da estrada.
Inclusive, é essa necessidade de proteger a carga em uma rodovia lenta e perigosa que está levando o empresariado local a investir em monitoramento inteligente e segurança digital em Chapecó , garantindo que, mesmo com os desafios do asfalto, o produto chegue ao destino final com integridade.
Foto: DNIT




