O início de 2026 apresenta um cenário desafiador para o bolso dos chapecoenses. Dados consolidados pelo Observatório Pollen e pela Unochapecó revelam que o Custo de Vida em Chapecó 2026 continua pressionado, especialmente pelo setor de alimentos. Atualmente, o cesto básico — que inclui produtos de consumo familiar e serviços — exige um desembolso superior a R$ 2.600,00.
Para o trabalhador que depende dos itens essenciais, a realidade é ainda mais dura: a Cesta Básica (composta por 13 itens fundamentais) atingiu o valor médio de R$ 637,35. Isso significa que a alimentação básica compromete cerca de 42% do salário mínimo bruto, sem contar os descontos previdenciários.
Vilões do orçamento: itens “In Natura” e serviços
O balanço aponta que os produtos in natura foram os principais responsáveis pela inflação local no último período. Fatores climáticos severos e a sazonalidade afetaram diretamente as safras, elevando os preços de itens indispensáveis:
- Tomate e Banana: Registraram altas superiores a 40% no acumulado trimestral.
- Energia Elétrica: Reajustes que ultrapassaram os 13%, elevando o custo fixo das residências.
- Gás de Cozinha: Mantém-se em patamares elevados, reduzindo a sobra de renda para outras despesas.

Com uma inflação local acumulada em 13% nos últimos 12 meses, Chapecó apresenta uma rigidez de preços maior que a média nacional. Desta forma, o poder de compra das famílias que recebem entre um e cinco salários mínimos sofreu uma retração significativa neste início de ano.
Perspectivas e dicas para o consumidor em 2026
Economistas da Unochapecó alertam que o primeiro trimestre de 2026 exige um planejamento financeiro rigoroso. Além do custo da alimentação, as famílias enfrentam as despesas típicas de janeiro e fevereiro, como o IPVA, IPTU e a compra de material escolar (que já apresenta variações de até 280% no comércio local).
Para mitigar esses impactos, a recomendação para o consumidor local é clara:
- Pesquisa de Preços: A variação entre estabelecimentos em Chapecó continua sendo a melhor oportunidade de economia.
- Valorização do Local: Substituir itens de hortifrúti por produtos da agricultura familiar regional, que sofrem menos impacto dos custos logísticos nacionais.
- Substituição Sazonal: Optar por frutas e verduras da estação para fugir dos picos de preço dos produtos in natura afetados pelo clima.





