sábado, 2 maio, 2026

Aprendizagem Baseada em Experiências beneficiou inúmeros alunos

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O ensino superior no Brasil, especialmente no nível de graduação, sofreu grandes transformações nos últimos anos. Ao tripé acadêmico já conhecido, de ensino, pesquisa e extensão, foi adicionada a esfera da inovação e, no mesmo passo, a personalização do aprendizado. A integração de tecnologia na educação vem tornando o processo mais envolvente, interativo e eficaz. A nova geração de estudantes e os ensejos do novo mercado de trabalho demandaram o foco em habilidades práticas, empreendedorismo, adaptabilidade e soft skills.

Para alcançar um ensino que enfatiza as habilidades do século XXI, Instituições de Ensino Superior de todo o planeta buscam integrar mais experiências práticas e protagonismo estudantil no currículo acadêmico. Na Unochapecó, esta aproximação é possível por meio da Aprendizagem Baseada em Experiências (ABEx), componente curricular que aborda a resolução de problemas complexos e colocar em prática a ciência, de forma que os alunos têm aprendizagens mais significativas pois observam o conhecimento em ação. Dessa forma se desenha a abordagem pedagógica proposta pela Universidade: a formação integral do estudante, nos âmbitos social, pessoal, interpessoal e profissional.

Criada em 2020, a nova concepção de ensino colocou em todos os cursos de graduação, desde o primeiro período, a ABEx, na forma de disciplinas práticas. Elas oferecem aos estudantes a oportunidade de se envolverem com desafios reais da futura profissão, por meio de parcerias com entidades sociais, Poder Público e setor produtivo. Entre as parcerias, ocorre uma troca significativa: a sociedade apresenta suas demandas e os acadêmicos oferecem resultados por meio da ciência.

Além de ser um modelo inovador para o ensino superior no Brasil, a ABEx também oportuniza a curricularização da extensão, sendo esta uma exigência à condição de universidade. Conforme explica o Diretor de Ensino, professor Hilario Junior, este processo mostra a Unochapecó cumprindo seu propósito enquanto universidade comunitária. “Trata-se da Universidade sendo mais do que uma instituição de ensino, mas uma instituição preocupada em solucionar questões dos mais diferentes níveis de complexidade que preocupam o lugar onde ela se localiza”, explica.

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Estatísticas promissoras

Apesar de ser um formato ainda jovem, a ABEx impacta diretamente em todo o ciclo da graduação, e traz para o campus desafios saudáveis que proporcionam uma aprendizagem ativa e significativa. “Uma teoria não será apenas um escrito a ser decorado para uma prova, mas um ativo que deverá ser utilizado na prática para solucionar uma situação-problema real e imediata. A transformação é visível e deve impactar qualitativamente nossos formandos”, garante o professor Hilario.

Enquanto o caráter qualitativo é sentido na sala de aula, o quantitativo já aponta resultados inspiradores. Somente no primeiro semestre de 2023, foram ofertadas disciplinas de ABEx em 106 turmas: ao todo, 179 professores orientaram 2.840 alunos, que geraram 1.664 soluções para demandas e publicaram 563 produções acadêmicas. Reunindo instituições sociais, municípios, iniciativa privada e setor produtivo, a estimativa é de que cerca de 20 mil pessoas tenham sido beneficiadas diretamente pelos resultados das experiências. Os números relativos ao segundo semestre de 2023, mesmo antes da conclusão do calendário acadêmico, também apresentam uma crescente.

Para a Vice-Reitora e Pró-Reitora de Graduação da Unochapecó, professora Silvana Muraro Wildner, a implantação do formato ABEx elevou a concepção de aprendizagem a um novo patamar. Com essa experiência, o estudante passa a ter contato com a realidade de sua profissão desde o início de seu curso. A atualização permanente e a forma de lidar com os desafios diferenciam esse futuro egresso. 

“O estudante é desafiado a resolver este problema, devolvendo à comunidade uma solução plausível e factível, sempre dentro do nível de complexidade consoante com a fase que se encontra no seu curso. Acreditamos que unir pessoas com ideias diferentes para construir algo em conjunto é uma boa maneira de manter os alunos motivados. E a motivação ajuda a definir metas específicas e alcançáveis. Isso proporciona um senso de direção e propósito, que aliado à experiência inspira a agir em direção aos próprios objetivos. Esse processo é transformador, e age com muita potência no decorrer da formação acadêmica”, conclui a professora Silvana.

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