quarta-feira, 21 janeiro, 2026

Entenda como fica o IOF após decisão de ministro do STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu quase toda a vigência do decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), provocando a quarta alteração nas alíquotas em menos de dois meses. A decisão atinge operações de câmbio, crédito empresarial e previdência privada, gerando impacto direto no bolso de pessoas físicas e empresas.

Quais alíquotas voltam a vigorar

Com exceção do risco sacado, as alíquotas anteriores a 25 de junho, quando o Congresso derrubou o decreto, foram restabelecidas. A Receita Federal informou que retomará a cobrança a partir de quinta-feira (17).

Impacto para o governo e contribuintes

Sem a receita do IOF sobre risco sacado, o governo deixará de arrecadar R$ 450 milhões em 2025 e R$ 3,5 bilhões em 2026. Para pessoas físicas e empresas, as mudanças elevam o custo de câmbio, empréstimos e aportes previdenciários.

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Como ficam as viagens ao exterior

Antes

  • 1,1% na compra de moeda em espécie
  • 3,38% em cartões de crédito, débito internacional e pré-pagos
  • 0,38% para operações não especificadas

Agora

  • Unificação em 3,5% para operações com cartões internacionais, compra de moeda em espécie, pré-pagos e cheques de viagem
  • 0,38% na entrada e 3,5% na saída de operações não especificadas
  • Isenção para retorno de investimentos estrangeiros diretos

Crédito para empresas: IOF sobe novamente

Antes

  • Teto de 1,88% ao ano para empresas em geral
  • 0,88% ao ano para empresas do Simples Nacional

Agora

  • Teto volta a 3,38% ao ano para empresas em geral
  • 1,95% ao ano para empresas do Simples Nacional
  • Risco sacado permanece isento
  • FIDC volta a pagar 0,38% na compra de cotas primárias

Mudanças na previdência privada VGBL

Antes

  • Isenção para qualquer valor de aporte mensal
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Agora

  • Isenção até R$ 300 mil por ano (até fim de 2025)
  • A partir de 2026, isenção para até R$ 600 mil por ano; acima disso, 5% de IOF
  • Isenção mantida para contribuições patronais

Bets, fintechs e outros tributos

Além do decreto, o governo editou Medida Provisória elevando impostos sobre apostas (bets) de 12% para 18%, fintechs de 9% para 15%, e mudanças em compensações tributárias de grandes empresas. As novas regras seguem em vigor enquanto tramitam no Congresso.

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