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O consumo médio de energia elétrica cresceu 9,9% em Santa Catarina no primeiro semestre de 2021 na comparação com a média do ano passado, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A alta está relacionada principalmente ao mercado de consumo livre, onde estão as maiores empresas, e sinaliza um salto de consumo em relação a 2020, ano marcado pela restrições de atividades devido à pandemia. 

De acordo com os dados da CCEE, o avanço no Estado foi de 5,4% durante o primeiro trimestre e de 15,6% durante o segundo trimestre. O percentual foi maior justamente no período cuja base de comparação foi mais afetada pelos decretos estaduais, que obrigaram o fechamento de algumas plantas industriais, comércios e outros.  

Entre abril e junho de 2021, o setor regulado, onde estão a maioria das residências, acumulou alta de 3% no consumo. Já o marcado livre, das empresas, teve aumento de 19%, com destaque para o setor de saneamento (+39%), seguido de químicos (+36%), bebidas (+27%), veículos (+27%), têxteis (+22%), minerais não-metálicos (+21%) e manufaturados diversos (+19%). 

A elevação de consumo supera a média nacional. O Estado cresceu 9,9%, enquanto a média brasileira foi de 4,9%. Entre os estados com maior crescimento de consumo, Santa Catarina divide a terceira posição com o Espírito Santo (+9,9%), e está atrás de Pará (+10,3%) e Ceará (+11,6%)

Preocupação

Nesta semana, o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, e da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, reuniram-se para discutir os efeitos do aumento da demanda por energia. Durante o ato, foi definida uma cooperação técnica para levantar dados sobre o consumo de energia elétrica pelo setor industrial.

“Faremos um levantamento com os maiores consumidores industriais sobre a perspectiva de crescimento da demanda de energia, para que a Celesc possa se preparar para o fornecimento”, afirmou Aguiar. “A Celesc nos procurou, preocupada com a expansão do consumo de energia no Estado. Quer fornecer energia da forma necessária, para evitar evasão de investimentos no estado devido à falta do insumo”.

A estatal foi convidada também a expor seus planos de investimentos e a composição da tarifa de energia elétrica nas reuniões de diretoria da Câmara de Energia da Fiesc.

Além de Aguiar e Martins, participaram da reunião os diretores da estatal nas áreas de Regulação, Fábio Valenti; Distribuição, Sandro Levandoski; e o chefe do Departamento de Engenharia e Planejamento do Sistema Elétrico, André Leonardo Koning; o presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Otmar Muller, e o diretor de relações institucionais e jurídicas da Fiesc, Carlos José Kurtz.