segunda-feira, 16 março, 2026

Sitran alerta para impacto da alta do diesel no transporte de cargas em Chapecó

Compartilhe essa notícia:

A elevação do custo dos combustíveis em decorrência do conflito entre os Estados Unidos e o Irã levou o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística da Região de Chapecó (Sitran) a manifestar preocupação diante dos reflexos já sentidos no setor, especialmente com a alta do diesel no transporte de cargas. Um dos argumentos é de que, no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), o combustível pode representar até 50% do custo operacional e, quando há elevação, as transportadoras precisam reequilibrar os contratos de frete para evitar prejuízo.

Desde o último sábado, 14 de março, passou a valer o ajuste de preços da Petrobras nas vendas do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos, impactando diretamente a alta do diesel no transporte de cargas.

Além disso, o governo federal zerou a alíquota de PIS/Cofins sobre o óleo diesel para conter o impacto da alta nos preços internacionais do petróleo, mas o setor ainda sente os efeitos da alta do diesel no transporte de cargas.

Presidente do Sitran aponta necessidade de medidas mais consistentes

Para o presidente do Sitran, Ivalberto Tozzo, essas medidas não repercutem diretamente no custo final do transporte. Exemplifica que, no caso da eliminação do PIS/Cofins, o transportador pode até pagar menos, mas não usufrui do crédito tributário, o que não alivia a alta do diesel no transporte de cargas.

Por isso, sugere que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) adote medidas mais consistentes para minimizar a elevação no custo do diesel e indica que a situação é agravada pela política de juros altos, que leva a investimento menor. “O custo agora recai no transportador, mas a tendência é de que acabe recaindo no consumidor final”, alerta Ivalberto Tozzo, referindo-se à alta do diesel no transporte de cargas.

LEIA TAMBÉM  Pagamento em dinheiro será eliminado no transporte público

Oeste catarinense registra aumento de até 26,4%

Diversas regiões de Santa Catarina já registram aumento de até 20% no preço do diesel, mas na região Oeste, na semana passada, empresas chegaram a pagar 26,4% a mais, de R$ 5,29 para R$ 6,69, evidenciando a alta do diesel no transporte de cargas.

Essa situação levou a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) a defender, em nota oficial, a necessidade de recomposição do valor dos fretes diante da alta do diesel no transporte de cargas.

A federação defende que é preciso previsibilidade e equilíbrio para garantir que o transporte de cargas continue abastecendo a economia do Estado de forma segura e eficiente. Além disso, especifica que a alta do diesel no transporte de cargas agrava problemas como o alto custo operacional, a escassez de mão de obra, a infraestrutura precária e as margens cada vez mais apertadas no resultado financeiro.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

IR 2026: Receita Federal divulga regras na próxima segunda; nova isenção de R$ 5 mil não vale para este ano

A Receita Federal divulgará na próxima segunda-feira, 16, as regras da Declaração do Imposto...

Prefeitura de Chapecó anuncia programa de combate ao feminicídio

O Conselho de Segurança e a Prefeitura de Chapecó convidaram os representantes das Forças...

Calor e pancadas de chuva devem marcar o final de semana em Chapecó

A previsão do tempo em Chapecó indica uma semana de temperaturas elevadas e períodos...

Jogos Escolares de Santa Catarina definem campeões do vôlei de praia em Chapecó; futsal começa hoje

Nesta segunda-feira, 9, foram definidos os campeões da modalidade Vôlei de Praia da fase...