A elevação do custo dos combustíveis em decorrência do conflito entre os Estados Unidos e o Irã levou o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística da Região de Chapecó (Sitran) a manifestar preocupação diante dos reflexos já sentidos no setor, especialmente com a alta do diesel no transporte de cargas. Um dos argumentos é de que, no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), o combustível pode representar até 50% do custo operacional e, quando há elevação, as transportadoras precisam reequilibrar os contratos de frete para evitar prejuízo.
Desde o último sábado, 14 de março, passou a valer o ajuste de preços da Petrobras nas vendas do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos, impactando diretamente a alta do diesel no transporte de cargas.
Além disso, o governo federal zerou a alíquota de PIS/Cofins sobre o óleo diesel para conter o impacto da alta nos preços internacionais do petróleo, mas o setor ainda sente os efeitos da alta do diesel no transporte de cargas.
Presidente do Sitran aponta necessidade de medidas mais consistentes
Para o presidente do Sitran, Ivalberto Tozzo, essas medidas não repercutem diretamente no custo final do transporte. Exemplifica que, no caso da eliminação do PIS/Cofins, o transportador pode até pagar menos, mas não usufrui do crédito tributário, o que não alivia a alta do diesel no transporte de cargas.
Por isso, sugere que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) adote medidas mais consistentes para minimizar a elevação no custo do diesel e indica que a situação é agravada pela política de juros altos, que leva a investimento menor. “O custo agora recai no transportador, mas a tendência é de que acabe recaindo no consumidor final”, alerta Ivalberto Tozzo, referindo-se à alta do diesel no transporte de cargas.
Oeste catarinense registra aumento de até 26,4%
Diversas regiões de Santa Catarina já registram aumento de até 20% no preço do diesel, mas na região Oeste, na semana passada, empresas chegaram a pagar 26,4% a mais, de R$ 5,29 para R$ 6,69, evidenciando a alta do diesel no transporte de cargas.
Essa situação levou a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) a defender, em nota oficial, a necessidade de recomposição do valor dos fretes diante da alta do diesel no transporte de cargas.
A federação defende que é preciso previsibilidade e equilíbrio para garantir que o transporte de cargas continue abastecendo a economia do Estado de forma segura e eficiente. Além disso, especifica que a alta do diesel no transporte de cargas agrava problemas como o alto custo operacional, a escassez de mão de obra, a infraestrutura precária e as margens cada vez mais apertadas no resultado financeiro.







