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“Não vejo outra opção que não seja lockdown, mas um lockdown efetivo”, disse procurador Sandro Sardá

Reunião da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) na última sexta-feira (26) para discutir soluções no combate à pandemia de Covid-19 foi marcada por críticas às decisões do governo do Estado e do governo federal. O encontro reuniu membros de órgãos públicos, como Ministério Público, Tribunal de Contas, Fecam, Assembleia Legislativa de SC (Alesc), entre outros.

O deputado estadual Vicente Caropreso (PSDB), que é médico e compõe a Comissão de Saúde da Alesc, cobrou que o Estado compre mais vacinas para garantir a imunização da população e amplie as restrições. “É preciso diminuir drasticamente a transmissão, e o ciclo do vírus não é de um fim de semana, são 15 dias. O momento é de arrojo, é de posições alicerçadas na ciência”, disse o parlamentar. 

Já o presidente do Conselho das Secretariais Municipais de SC (Cosems/SC), Manuel Del Olmo, criticou o decreto “tímido” do governo estadual. “Fora a vacina e fora o distanciamento social, tudo o que for tentado fazer para impedir a pandemia é enxugar gelo na ponta porque não vai adiantar absolutamente nada”, afirmou.

O procurador do trabalho do Ministério Público do Trabalho Sandro Eduardo Sardá foi na mesma linha. “Se algum país do mundo quiser ter um exemplo de enfrentamento à pandemia de Covid, olhe para o caso brasileiro, mas faça exatamente ou diametralmente o oposto”, disse. “Não vejo outra opção que não seja lockdown, mas um lockdown efetivo”, acrescentou.

“Qual a utilidade de um telefonema do presidente da República para um prefeito que não tem respirador e não tem vacina? […] Um telefonema de um presidente negacionista não resolve coisa alguma para nossa população. Cada um tem sua escolha partidária, mas agora nós precisamos de um chefe de Estado”, disse o conselheiro do Tribunal de Contas, Herneus de Nadal. 

As contribuições vão ser compiladas pela Fecam para cobrança aos governos. A entidade tem tentado auxiliar as prefeituras a melhorar o processo de vacinação e também tem negociado compra direta dos imunizantes. Para o grupo, é essencial aumentar a velocidade da vacinação no Estado.