terça-feira, 27 janeiro, 2026

População de cigarrinha-do-milho cresce pela terceira semana em Santa Catarina

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Resumo

O estado de Santa Catarina enfrenta um crescimento contínuo na infestação de cigarrinhas-do-milho, atingindo média de 98 insetos por armadilha. O cenário é agravado pela distribuição uniforme de patógenos em todas as regiões catarinenses, elevando o risco para a produtividade.

Pela terceira semana consecutiva, Santa Catarina registrou um aumento na média estadual da presença de cigarrinha-do-milho nas lavouras. De acordo com informações divulgadas pela Epagri, o levantamento realizado entre os dias 12 e 19 de janeiro identificou 98 insetos por armadilha, com tendência de alta em todas as regiões do estado.

A pesquisadora da Epagri/Cepaf e responsável pelo programa Monitora Milho SC, Maria Cristina Canale, avalia que o crescimento populacional está associado às altas temperaturas. Além do clima, as dificuldades enfrentadas no manejo durante as etapas finais do ciclo produtivo contribuem para o cenário atual.

Riscos e infectividade

Análises laboratoriais recentes apontam uma elevada taxa de infectividade, com a presença de patógenos causadores de enfezamentos e viroses. Diferente de períodos anteriores, em que os problemas se concentravam no Oeste e Planalto Norte, a distribuição agora é considerada uniforme por todo o território catarinense.

Esta mudança no perfil epidemiológico preocupa especialmente os agricultores que planejam o plantio da safrinha. A circulação dos patógenos exige atenção redobrada para evitar prejuízos sistêmicos nas novas áreas de cultivo.

Recomendações técnicas

Para mitigar os danos, a orientação técnica foca na regulagem precisa do maquinário, visando reduzir a perda de grãos na colheita. A pesquisadora reforça a necessidade de evitar a semeadura de milho em locais muito próximos a lavouras já maduras.

A tendência natural é que os insetos migrem de plantas velhas para tecidos mais jovens em busca de alimento. Por fim, o manejo deve incluir o uso de inseticidas de contato e sistêmicos durante a fase vegetativa, integrando produtos biológicos como estratégia complementar de controle.

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Fonte: Secom

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