Campanhas de Lula e Flávio veem eleição indefinida na reta final

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Com segundo turno marcado para domingo (25), candidatos adotam estratégias diferentes para conquistar eleitores; pesquisa Quaest aponta empate técnico

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) consideram que a disputa presidencial permanece indefinida a quatro dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Apesar da avaliação semelhante sobre o cenário eleitoral, os dois grupos trabalham com estratégias diferentes para conquistar votos na reta final. Enquanto aliados de Flávio concentram a atenção nos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno, a campanha de Lula considera que a mobilização de quem não compareceu às urnas pode ter papel importante na votação.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que acontece: Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro reavaliam suas estratégias para o segundo turno presidencial.
  • Data da eleição: Domingo, 25 de outubro de 2026.
  • Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro aparece com 45% e Lula com 44% das intenções de voto, em empate técnico.
  • Rejeição: 52% para Flávio Bolsonaro e 47% para Lula, segundo a Quaest.
  • Estratégia de Flávio: Atenção aos eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno.
  • Estratégia de Lula: Mobilização de eleitores ausentes e questionamentos sobre propostas do adversário.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (21) pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil. Segundo a reportagem, integrantes das duas campanhas interpretam os levantamentos eleitorais recentes como indicativos de que a definição da Presidência dependerá da mobilização dos eleitores nos últimos dias.

Embora os dois grupos considerem a disputa indefinida, as avaliações internas apresentam diferenças sobre quais segmentos do eleitorado ainda podem ser alcançados e qual será o impacto da abstenção.

O que mostram as pesquisas divulgadas nesta quarta-feira?

A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), registrou 45% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 44% para Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o levantamento indica empate técnico entre os candidatos.

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Foram entrevistados 2.154 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, possui nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Outro indicador acompanhado pelas campanhas é a rejeição. Segundo a Quaest, 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 47% disseram o mesmo em relação a Lula.

Na comparação com o levantamento anterior, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. Já a de Flávio passou de 54% para 52%, uma oscilação dentro da margem de erro. Esses dados ajudam a explicar as avaliações feitas pelas campanhas, mas não permitem antecipar o resultado das urnas.

Qual é a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro?

De acordo com a CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro avaliam que grande parte dos eleitores já consolidou sua preferência por um dos dois candidatos. Por isso, consideram limitada a possibilidade de convencer pessoas que atualmente declaram voto em Lula.

A principal atenção está voltada aos eleitores que participaram do primeiro turno, em 4 de outubro, mas escolheram candidatos que não avançaram à segunda etapa. Na avaliação de aliados do senador, esse grupo representa uma parcela importante dos votos que ainda podem ser disputados.

A reportagem da CNN relata uma estimativa segundo a qual aproximadamente 60% desse eleitorado apoiaria Flávio, 30% escolheria Lula e 10% não compareceria às urnas. A publicação não detalha a metodologia desse recorte, que deve ser considerado uma estimativa relatada na análise política, e não um resultado eleitoral confirmado.

Outro ponto da avaliação dos aliados de Flávio é que a abstenção não deverá representar a principal variável da disputa. O grupo entende que os esforços devem se concentrar na manutenção dos apoios existentes e na conquista de votos de eleitores que participaram do primeiro turno.

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Integrantes da campanha também avaliam que Lula foi beneficiado nos últimos dias pela visibilidade de medidas do governo federal, incluindo iniciativas relacionadas ao Bolsa Família. Trata-se de uma interpretação política dos aliados do senador sobre o cenário da eleição.

Por que a campanha de Lula aposta nos eleitores ausentes?

Na campanha de Lula, a leitura sobre o comportamento do eleitorado é diferente. Segundo a CNN Brasil, integrantes do grupo consideram que a mobilização das pessoas que não votaram no primeiro turno continua sendo uma das principais frentes de atuação até domingo.

Os aliados do presidente também avaliam que existe espaço para conquistar eleitores que possam reconsiderar a escolha anterior diante das discussões sobre as propostas dos candidatos.

Entre os temas explorados pela campanha petista estão a mudança de posicionamento atribuída a Flávio Bolsonaro na discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e questionamentos sobre possíveis consequências sociais de suas propostas econômicas.

Os riscos apontados pela campanha de Lula são argumentos utilizados na disputa eleitoral e não significam que eventuais perdas de direitos tenham sido comprovadas ou que medidas futuras já estejam definidas.

Integrantes do grupo também interpretam a redução da rejeição ao presidente como um sinal positivo para a própria estratégia. A campanha pretende manter as críticas ao adversário e incentivar a participação de eleitores que ficaram fora da votação de 4 de outubro.

Abstenção e mobilização entram no debate antes do segundo turno

As avaliações das duas campanhas evidenciam uma diferença de prioridades. O grupo de Flávio Bolsonaro considera mais relevante o comportamento de quem votou em outros presidenciáveis, enquanto o de Lula atribui maior importância à possibilidade de participação dos eleitores ausentes.

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O segundo turno será realizado no domingo (25), com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Em Santa Catarina, onde a eleição para governador foi definida no primeiro turno, os eleitores voltarão às urnas apenas para escolher o presidente da República.

As pesquisas divulgadas nesta semana registram a intenção de voto no momento em que os entrevistados foram consultados. A decisão efetiva dependerá dos votos depositados nas urnas, da participação dos eleitores e da distribuição dos votos válidos no domingo.

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