Bets: campanha nacional alerta sobre sinais de vício e serviços gratuitos do SUS

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Resumo

A Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online está no ar desde domingo (26/7), em TV, rádio e redes sociais, para alertar sobre os riscos do uso problemático das bets e divulgar os serviços de saúde mental do SUS, que incluem teleatendimento, UBS, CAPS e autoexclusão.

A mobilização começou neste domingo (26/7) e trata as apostas online, conhecidas como bets, como um hábito cada vez mais presente no cotidiano. A campanha usa TV, rádio e redes sociais para mostrar que o uso problemático dessas plataformas pode fazer a pessoa apostar por mais tempo ou gastar mais do que planejou.

Risco que começa no hábito e pode virar cuidado

As plataformas de apostas usam recursos que estimulam a permanência e a repetição das apostas. O Transtorno do Jogo é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 1,2% da população adulta mundial.

O uso problemático dessas plataformas também pode trazer impactos na saúde mental, na situação financeira, na rotina e nas relações familiares e sociais. Entre os sinais que merecem atenção estão apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado, preocupar-se com jogos e apostas com frequência e perceber mudanças no sono, no humor, na rotina ou nas relações.

Quando o SUS entra na conversa

O SUS oferece teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas e também para seus familiares. O serviço é sigiloso e dá acesso à assistência especializada a distância. Familiares podem usar o atendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.

Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Se houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhar o paciente a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

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A Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite ao cidadão pedir voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas. Ela também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.

As informações são da Agência Gov.

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