quarta-feira, 17 junho, 2026

SUS inclui nova terapia para leucemia mieloide aguda

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Resumo

O Ministério da Saúde vai incluir no SUS o tratamento com venetoclax e azacitidina para adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada que não podem fazer quimioterapia intensiva. A oferta na rede pública começa em 180 dias, após portaria publicada nesta segunda-feira (15), com base em recomendação da Conitec.

O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde, a combinação de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada. A terapia vale para quem, por condições clínicas, não é elegível ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva. A portaria nº 30/2026 foi publicada nesta segunda-feira (15), e a nova opção deve chegar à rede pública em 180 dias.

Quem terá acesso

A medida amplia as alternativas para esse grupo de pacientes. A combinação dos dois medicamentos foi indicada justamente para adultos que não podem seguir o esquema mais agressivo usado como padrão. O Ministério da Saúde informou que a decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, a Conitec, e está alinhada ao protocolo clínico da pasta.

O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

O que é a doença

Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um câncer sanguíneo que nasce na medula óssea, tecido responsável pela produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Quando ocorre alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas. Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não for tratada cedo.

O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento. A leucemia aguda em adultos é a forma mais comum da doença nessa faixa etária e atinge principalmente pacientes idosos.

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