quarta-feira, 17 junho, 2026

Mulher denunciada por fingir ser adolescente de 12 anos pode virar ré por estelionato em SC

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O Ministério Público de Santa Catarina denunciou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, por falsa identidade e estelionato após ela se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por cerca de 14 meses com uma família em Joinville, no Norte do estado. O caso veio à tona no dia 2 de junho.

A denúncia foi protocolada na segunda-feira (8). Até a manhã desta terça-feira (9), a Justiça ainda não havia decidido se aceita ou não o pedido do Ministério Público. Caso a denúncia seja recebida, Amanda passa a responder ao processo como ré.

Como a mulher se aproximou da família

Segundo a investigação, Amanda chegou até a família por meio de um pastor de uma igreja local. No início, ela se apresentou como Gabriele, disse ter 18 anos, afirmou ter experiência em panificação e contou que procurava trabalho.

Com o passar do tempo, passou a relatar dificuldades financeiras e problemas graves de saúde. A história sensibilizou os moradores, que começaram a ajudá-la e depois a convidaram para morar na casa.

Depois de conquistar a confiança da família, Amanda mudou a versão. Disse que tinha 11 anos e afirmou ter sido vítima de abusos. Os moradores acreditaram na história e chegaram a organizar uma festa de aniversário para comemorar os supostos 12 anos dela.

Família procurou a polícia após denúncia

A fraude começou a ser descoberta depois que uma tia da família levantou suspeitas sobre a identidade da mulher. Ela contou o caso ao pai adotivo, que inicialmente desconfiou, mas passou a reconhecer semelhanças ao assistir a uma reportagem em vídeo sobre uma ocorrência registrada em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Depois disso, o casal procurou a polícia. Amanda foi presa na casa da própria família que a havia acolhido.

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Outros casos são investigados

Em depoimento à polícia, Amanda confessou ter aplicado golpes semelhantes em Curitiba, Nova Iguaçu e também em Minas Gerais, Goiás e Ceará.

Em Santa Catarina, a Polícia Civil ainda investiga outros dois possíveis casos envolvendo a mulher, em Florianópolis e Chapecó.

Defesa aguarda exame psiquiátrico

Quando Amanda foi indiciada, a defesa informou que aguardaria a realização de exame psiquiátrico antes de se manifestar de forma mais detalhada. O advogado Rafael Luiz Siewert representa a investigada.

No Rio de Janeiro, em 2023, Amanda teria usado o nome “Duda” e passado cerca de um mês sob os cuidados de duas mulheres ligadas a um projeto social. Elas costumavam acolher crianças vítimas de abuso e com autismo.

Em registros publicados na época, Amanda aparece imitando a voz de uma criança. Uma das mulheres também relatou que a viu vomitar agulhas em diversas ocasiões.

Fonte: G1

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