Resumo: O II Encontro Macrorregional Oeste de Agroecologia e o lançamento do 12º Seminário Catarinense de Agroecologia ocorreram na sexta-feira (8) em Chapecó. O evento reuniu agricultores, movimentos sociais, universidades e a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli. A coordenadora da Apaco, Diva Vani Deitos, destacou a certificação participativa da Rede Ecovida, que reúne 4 mil famílias nos três estados do Sul.
A agroecologia como caminho para a soberania alimentar, fortalecimento dos territórios e enfrentamento da emergência climática esteve no centro dos debates do II Encontro Macrorregional Oeste de Agroecologia e do ato de lançamento do 12º Seminário Catarinense de Agroecologia, realizado na sexta-feira (8), em Chapecó. O evento reuniu agricultores, lideranças, entidades, movimentos sociais, universidades e representantes do poder público, incluindo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.
A Apaco esteve presente por meio da coordenadora Diva Vani Deitos, que participou da mesa redonda sobre Desenvolvimento Territorial e Agroecologia, abordando o tema da certificação participativa dentro da Rede Ecovida. Ela destacou a trajetória de 27 anos da rede nos três estados do Sul, que atualmente reúne aproximadamente 4 mil famílias certificadas, organizadas em núcleos regionais, consolidando um modelo baseado na participação direta de agricultores, técnicos e consumidores.
Certificação participativa fortalece autonomia dos agricultores
Diva Vani Deitos explicou que o Sistema Participativo de Garantia (SPG) vai além da certificação da produção orgânica, considerando critérios sociais, ambientais e humanos dentro das propriedades. “Quando se visita uma propriedade, também se observa o bem-estar animal, a preservação da água, a reserva legal, se existe violência contra a mulher ou exploração do trabalho. Agroecologia também é cuidar das relações humanas e da vida”, afirmou.
A certificação participativa está prevista na Lei nº 10.831/2003 (Lei dos Orgânicos) e reconhecida pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg). Segundo Diva, a Rede Ecovida se tornou referência nacional e internacional, sendo convidada a apresentar o modelo em diferentes países. Atualmente, a rede integra movimentos latino-americanos de agroecologia e compõe redes com mais de 30 organizações.
Santa Catarina tem 11 núcleos ligados à Rede Ecovida
Em Santa Catarina, existem atualmente 11 núcleos ligados à Rede Ecovida, sendo um deles articulado pela Apaco no Oeste catarinense. O estado possui mais de 1,5 mil famílias certificadas pelo sistema participativo. Além das discussões sobre certificação, o seminário trouxe reflexões sobre emergência climática, políticas públicas, produção de alimentos saudáveis, desenvolvimento territorial e experiências agroecológicas da região Sul do Brasil.
Para a Apaco, a participação em espaços como esse fortalece o debate sobre a agroecologia como política de desenvolvimento rural, organização social e permanência das famílias no campo, conectando conhecimento, produção de alimentos e sustentabilidade. O 12º Seminário Catarinense de Agroecologia ocorrerá em novembro deste ano.








