As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 unidades no primeiro trimestre de 2026. O número representa uma alta de 12,1% em relação ao mesmo período de 2025 e o segundo melhor resultado da história, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), que completa 50 anos em 2026.
A produção de motocicletas no Brasil foi puxada pelos modelos de baixa cilindrada, que somaram 435.731 unidades (77,6% do total). As motos de média cilindrada alcançaram 110.405 unidades (19,7%), e as de alta cilindrada, 15.312 unidades (2,7%).
Março tem recorde histórico de produção
Só no mês de março foram produzidas 212.716 unidades, um avanço de 34,5% em comparação a março de 2025 e de 29,6% ante fevereiro. Segundo a Abraciclo, esse volume é um recorde histórico para o mês de março.
“O resultado do primeiro trimestre foi extremamente positivo, com o melhor março histórico de produção”, comemorou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. O Brasil é atualmente o sexto maior produtor de motocicletas do mundo.
Vendas no varejo também batem recordes
O mercado de motocicletas também registrou volumes recordes de licenciamentos. Entre janeiro e março, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao mesmo período de 2025. Em março, foram licenciadas 221.618 unidades, crescimento de 33,5% em relação a março de 2025 e de 29,2% ante fevereiro.
“As vendas continuam consistentes, principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, disse Bento.
Exportações crescem e setor projeta alta para 2026
As exportações de motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus cresceram 18,6% no primeiro trimestre, totalizando 11.441 unidades. A Argentina liderou a demanda na América do Sul.
Para 2026, a Abraciclo projeta crescimento de 4,5% na produção (2.070.000 unidades) e de 4,6% no licenciamento (2.300.000 unidades). As exportações devem crescer 4,4%, com 45 mil unidades embarcadas.
O setor, no entanto, mantém alerta para possíveis reflexos da guerra no Oriente Médio, que impacta o preço do petróleo e pressiona a inflação. “Esse cenário macroeconômico gera um pouco de preocupação no segmento”, afirmou Bento.






