Contribuir para o INSS para autônomos é essencial para quem trabalha por conta própria e quer garantir direitos como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para os dependentes. Mesmo sem carteira assinada, o trabalhador autônomo pode — e deve — contribuir para a Previdência Social.
Com regras simples e opções de pagamento acessíveis, o processo pode ser feito totalmente online. Mas ainda existem muitas dúvidas: quem pode contribuir? Quanto pagar? Como gerar a guia? Quais benefícios são garantidos? A seguir, você confere um guia completo, atualizado e prático para entender tudo sobre o assunto.
Quem é considerado autônomo para o INSS?
O trabalhador autônomo é aquele que exerce atividade profissional por conta própria, sem vínculo empregatício. Entre os exemplos mais comuns estão:
- Motoristas de aplicativo
- Pedreiros
- Eletricistas
- Encanadores
- Diaristas
- Cabeleireiros
- Manicures
- Designers
- Programadores
- Fotógrafos
- Vendedores ambulantes
- Prestadores de serviços em geral
Se você se enquadra em alguma dessas categorias, pode contribuir como contribuinte individual no INSS.
Por que contribuir com o INSS sendo autônomo?
A contribuição garante acesso a diversos benefícios previdenciários, como:
- Aposentadoria por idade
- Aposentadoria por invalidez
- Auxílio-doença
- Salário-maternidade
- Pensão por morte para dependentes
- Auxílio-reclusão
Na prática, isso significa segurança financeira em momentos de necessidade e proteção para você e sua família.
INSS para autônomos: quais são os tipos de contribuição?
Atualmente, existem três principais formas de contribuição para trabalhadores autônomos:
Plano Simplificado – 11% do salário mínimo
- Contribuição: 11% sobre o salário mínimo
- Indicado para quem quer pagar menos
- Garante: aposentadoria por idade e demais benefícios
- Não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição
Plano Normal – 20% sobre a renda
- Contribuição: 20% sobre o valor declarado
- Permite contribuir acima do salário mínimo
- Dá direito a todos os benefícios, incluindo aposentadoria por tempo de contribuição
MEI – Microempreendedor Individual – 5%
- Contribuição: 5% do salário mínimo
- Exclusivo para quem é MEI formalizado
- Garante aposentadoria por idade e demais benefícios básicos
Quanto o autônomo paga de INSS em 2026?
Os valores variam conforme o plano escolhido:
- Plano Simplificado (11%) → cerca de R$ 155,32 por mês
- Plano Normal (20%) → valor mínimo de R$ 282,40, podendo aumentar conforme a renda
- MEI (5%) → cerca de R$ 70,60 mensais, já incluso no DAS
(Os valores acompanham o salário mínimo vigente e podem sofrer reajustes.)
Passo a passo para contribuir com o INSS para autônomos
1. Faça seu cadastro no Meu INSS
Acesse meu.inss.gov.br ou baixe o aplicativo Meu INSS.
Faça login com sua conta gov.br e confira seus dados cadastrais.
2. Identifique seu NIT ou PIS/Pasep
Você vai precisar do NIT (Número de Identificação do Trabalhador), que pode ser:
- PIS/Pasep
- Número de inscrição do INSS
Esse dado aparece no aplicativo Meu INSS.
3. Gere a guia de pagamento (GPS)
A guia é chamada de GPS – Guia da Previdência Social.
Ela pode ser emitida pelo site da Receita Federal ou diretamente pelo Meu INSS.
Você deverá escolher o código correto, conforme seu tipo de contribuição.
4. Escolha o código de pagamento correto
- 1007 → Plano normal (20%)
- 1163 → Plano simplificado (11%)
- 1910 → Complementação MEI (quando necessário)
5. Faça o pagamento mensal
O pagamento pode ser feito:
- Em bancos
- Casas lotéricas
- Internet banking
- Pix (em alguns bancos)
O vencimento é sempre até o dia 15 do mês seguinte ao trabalhado.
Autônomo pode pagar INSS atrasado?
Sim. O INSS permite o pagamento retroativo, mas existem regras:
- Para períodos recentes, o pagamento pode ser feito normalmente.
- Para períodos antigos, pode ser exigida comprovação da atividade profissional.
Além disso, pode haver juros e multa sobre os valores atrasados.
Quais direitos o autônomo garante ao contribuir?
Quem paga corretamente o INSS passa a ter acesso a:
- Aposentadoria
- Benefícios por incapacidade
- Licença-maternidade
- Proteção financeira em casos de doença
- Segurança para dependentes
Na prática, é uma forma de proteção social e planejamento financeiro de longo prazo.
Vale a pena contribuir com o INSS sendo autônomo?
Para quem trabalha por conta própria, contribuir com o INSS para autônomos é uma das decisões financeiras mais importantes. Além de garantir renda futura, o trabalhador se protege contra imprevistos que podem comprometer sua capacidade de gerar renda.
Na prática, trata-se de investir na própria segurança e na tranquilidade da família.





