Resumo
Santa Catarina inicia o uso do nirsevimab para reduzir internações infantis por bronquiolite. O anticorpo monoclonal atende prematuros e crianças vulneráveis a partir de fevereiro de 2025, complementando a vacinação de gestantes para ampliar a barreira imunológica neonatal no estado.
Início da imunização e público-alvo
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina recebeu o primeiro lote do anticorpo monoclonal nirsevimabe, focado na prevenção de formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O carregamento conta com 901 doses destinadas exclusivamente à proteção de crianças prematuras e com comorbidades específicas. A distribuição para as regionais de saúde está prevista para a próxima semana, com expectativa de que a aplicação nas unidades de referência comece até o dia 15 de fevereiro.
O lote é composto por 211 doses de 100 mg e 690 doses de 50 mg. A definição dos grupos prioritários segue os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para crianças com maior vulnerabilidade clínica.
Estratégia combinada de proteção
A introdução do nirsevimabe em Santa Catarina soma-se à campanha de vacinação contra o VSR em gestantes, que teve início no final de 2025. O objetivo central da gestão estadual é mitigar o impacto das infecções virais e reduzir a pressão sobre o sistema hospitalar pediátrico.
“A chegada do nirsevimabe representa um avanço importante na proteção das nossas crianças, especialmente no período de maior circulação do VSR, contribuindo para a redução de internações e complicações respiratórias em grupos de maior risco. Quero fazer um apelo para que os pais protejam seus filhos e também reforçar para que as gestantes se vacinem contra o VSR, nosso objetivo é salvar vidas”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Logística e treinamento das equipes
A operacionalização da nova tecnologia está sob coordenação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE). Segundo a Secretaria, o órgão organiza o fluxo de atendimento por meio de reuniões regionalizadas com equipes municipais para garantir o encaminhamento correto dos pacientes elegíveis.
As ações em curso incluem:
- Definição exata dos pontos de atendimento nas regionais de saúde;
- Treinamento técnico das equipes para aplicação do anticorpo;
- Orientações operacionais para identificação de crianças do grupo de risco.
Conforme dados do SECOM SC, a medida reforça a articulação entre o Estado e os municípios para qualificar o acesso a novas tecnologias de prevenção voltadas à saúde infantil.
Foto: Agência Gov





