terça-feira, 17 março, 2026

Santa Catarina recebe primeiro lote de medicamento que previne bronquiolite em bebês

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Resumo

Santa Catarina inicia o uso do nirsevimab para reduzir internações infantis por bronquiolite. O anticorpo monoclonal atende prematuros e crianças vulneráveis a partir de fevereiro de 2025, complementando a vacinação de gestantes para ampliar a barreira imunológica neonatal no estado.

Início da imunização e público-alvo

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina recebeu o primeiro lote do anticorpo monoclonal nirsevimabe, focado na prevenção de formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O carregamento conta com 901 doses destinadas exclusivamente à proteção de crianças prematuras e com comorbidades específicas. A distribuição para as regionais de saúde está prevista para a próxima semana, com expectativa de que a aplicação nas unidades de referência comece até o dia 15 de fevereiro.

O lote é composto por 211 doses de 100 mg e 690 doses de 50 mg. A definição dos grupos prioritários segue os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para crianças com maior vulnerabilidade clínica.

Estratégia combinada de proteção

A introdução do nirsevimabe em Santa Catarina soma-se à campanha de vacinação contra o VSR em gestantes, que teve início no final de 2025. O objetivo central da gestão estadual é mitigar o impacto das infecções virais e reduzir a pressão sobre o sistema hospitalar pediátrico.

“A chegada do nirsevimabe representa um avanço importante na proteção das nossas crianças, especialmente no período de maior circulação do VSR, contribuindo para a redução de internações e complicações respiratórias em grupos de maior risco. Quero fazer um apelo para que os pais protejam seus filhos e também reforçar para que as gestantes se vacinem contra o VSR, nosso objetivo é salvar vidas”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

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Logística e treinamento das equipes

A operacionalização da nova tecnologia está sob coordenação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE). Segundo a Secretaria, o órgão organiza o fluxo de atendimento por meio de reuniões regionalizadas com equipes municipais para garantir o encaminhamento correto dos pacientes elegíveis.

As ações em curso incluem:

  • Definição exata dos pontos de atendimento nas regionais de saúde;
  • Treinamento técnico das equipes para aplicação do anticorpo;
  • Orientações operacionais para identificação de crianças do grupo de risco.

Conforme dados do SECOM SC, a medida reforça a articulação entre o Estado e os municípios para qualificar o acesso a novas tecnologias de prevenção voltadas à saúde infantil.

Foto: Agência Gov

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