segunda-feira, 26 janeiro, 2026

Nova lei protege a cadeia produtiva do leite em Santa Catarina

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Nova lei protege a cadeia produtiva do leite em Santa Catarina

O Governo de Santa Catarina sancionou a Lei 19.685/2026, que estabelece medidas rigorosas para proteger a cadeia produtiva do leite no estado. A norma veda a reconstituição de leite em pó importado para venda como fluido.

A legislação é fruto de um projeto conjunto dos deputados Oscar Gutz e Altair Silva. O objetivo central é evitar a concorrência desleal e garantir a sustentabilidade econômica dos produtores catarinenses.

Além do leite em pó, a proibição se estende ao composto lácteo, soro de leite e outros derivados de origem estrangeira. A medida foca no fortalecimento da economia rural catarinense.

Combate à concorrência desleal no setor lácteo

A cadeia produtiva do leite em Santa Catarina enfrenta desafios devido aos subsídios tributários em outros países. Esses incentivos reduzem artificialmente o custo do leite em pó importado.

Segundo o deputado Oscar Gutz, a reconstituição desse produto para venda como leite fresco prejudica o produtor local. A lei garante que o leite consumido seja o produto fresco das bacias leiteiras estaduais.

A medida possui caráter preventivo, uma vez que o leite UHT disponível nos supermercados atualmente não é reconstituído. A intenção é blindar o mercado contra futuras instabilidades logísticas e comerciais.

Valorização do produtor rural e agricultura familiar

Santa Catarina se destaca como um dos maiores produtores nacionais, com uma base formada predominantemente pela agricultura familiar. A manutenção deste setor é vital para a segurança alimentar do estado.

O deputado Altair Silva reforça que a lei defende a dignidade de quem trabalha no campo. O equilíbrio regional depende diretamente da competitividade da cadeia produtiva do leite frente aos produtos importados.

Destinação de recursos e penalidades

A nova legislação prevê sanções para quem descumprir as regras de comercialização. Os valores arrecadados com multas serão destinados ao Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR).

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Esses recursos devem ser aplicados obrigatoriamente em programas de fomento e modernização tecnológica. O foco será o suporte direto aos pequenos e médios produtores de leite catarinenses.

Com essa iniciativa, Santa Catarina se alinha ao estado do Paraná na criação de mecanismos de proteção ao mercado interno, valorizando a qualidade e a procedência do leite catarinense.

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