segunda-feira, 19 janeiro, 2026

Anatel confirma: setor de telecomunicações do Brasil fecha 2025 em forte expansão

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O setor de telecomunicações brasileiro encerrou 2025 com crescimento robusto e sinais claros de maturidade. Dados do Relatório de Monitoramento da Competição da Anatel, divulgado em janeiro de 2026, mostram avanços significativos: 6,83 milhões de novos acessos móveis, 52,9 milhões de conexões de banda larga fixa e a fibra óptica presente em 83% dos municípios do país. A combinação de infraestrutura expandida e mudanças no consumo dos brasileiros mantém o setor como um atrativo para investidores.

O relatório destaca uma recuperação moderada na telefonia móvel após um ano mais fraco em 2024, impulsionada pelo consumo de dados e migração para planos pós-pagos. No cenário fixo, a competição acirrada entre grandes operadoras e milhares de provedores regionais (PMEs) garante preços acessíveis e leva conexões de qualidade para o interior do país.

Móvel: recuperação moderada com foco em dados e 5G

A base de acessos móveis cresceu 0,03% em 2025, somando 6,83 milhões de novas linhas no ano. O quarto trimestre foi particularmente positivo, com alta de 0,01% que representou a ativação de 1,69 milhão de chips. Esse movimento é sustentado por dois pilares principais.

Primeiro, o aumento no consumo de dados móveis, alimentado por aplicativos de streaming, mensagens e redes sociais. Segundo, a migração dos usuários para planos pós-pagos, que oferecem maior flexibilidade e, geralmente, franquias de dados mais generosas. Apesar de o mercado ser concentrado – três grandes grupos controlam 94% da base ativa –, a competição se desloca para a qualidade da rede e serviços digitais, especialmente com a contínua expansão da rede 5G.

Banda Larga Fixa: o ecossistema mais competitivo do país

O cenário da internet fixa é marcado por uma disputa acirrada e saudável. O Brasil fechou 2025 com 52,9 milhões de acessos de banda larga fixa. Embora tenha registrado uma leve queda de 0,7% no último trimestre, o saldo anual foi positivo, com cerca de 750 mil novas conexões.

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A grande força por trás desse mercado são as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) de telecomunicações. Esses provedores regionais são responsáveis por mais de 63% das conexões e atuam em todas as regiões, muitas vezes levando fibra óptica a locais onde as grandes operadoras não chegam. Essa dinâmica mantém os preços sob controle e estimula a inovação constante.

Fibra óptica cobre 83% do território e impulsiona o futuro

A expansão da infraestrutura é um dos números mais impressionantes do relatório. A rede de fibra óptica já está presente em 4.645 municípios, o que corresponde a 83% do território nacional. Essa capilaridade é a base para a aceleração do 5G e para a oferta de serviços de ultra-alta velocidade.

Esse avanço é um fator-chave para atrair investimentos. Ao longo de 2025, grandes operadoras anunciaram novos aportes, emissões de debêntures e planos de expansão, demonstrando confiança no ambiente regulatório e nas políticas públicas de conectividade. A estabilidade competitiva e a demanda crescente por dados criam um ciclo virtuoso para o setor.

Mudanças no consumo: streaming domina e desafio com aparelhos irregulares

Os hábitos dos brasileiros seguem em transformação. O streaming já responde por 90% das assinaturas audiovisuais, consolidando a migração definitiva da TV por assinatura tradicional para plataformas sob demanda. Paralelamente, aplicativos de voz sobre IP, como WhatsApp e Telegram, reduzem drasticamente o uso das linhas de voz tradicionais.

Um ponto de atenção destacado pelo relatório e pela Abinee é o mercado de dispositivos. Estima-se que um em cada quatro smartphones em uso no Brasil não seja homologado pela Anatel, totalizando quase 11 milhões de aparelhos irregulares. Esses dispositivos podem oferecer riscos à segurança dos usuários e afetar a qualidade geral do sinal das redes.

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Perspectivas para 2026: foco em qualidade e inclusão digital

Para o ano de 2026, o relatório da Anatel sugere a continuidade das tendências positivas, porém com um olhar mais aguçado para a qualidade dos serviços e a inclusão digital. A expectativa é que a competição, especialmente no mercado de banda larga fixa, pressione ainda mais por melhorias na experiência do usuário e na cobertura de áreas menos atendidas.

O Brasil, com seu mercado de mais de 200 milhões de habitantes cada vez mais conectados, se consolida como um destino sólido para investimentos em telecomunicações. A evolução da conectividade, portanto, não deve parar, prometendo impactar diretamente a forma como a população se comunica, trabalha e consome entretenimento.

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