Copom mantém Selic em 15% ao ano e não dá pistas sobre início de cortes de juros

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O Banco Central decidiu manter a Taxa Selic em 15% ao ano. A escolha foi unânime no Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira (10), e era esperada pelo mercado financeiro. Esta é a quarta reunião seguida em que os juros básicos ficam congelados, no maior patamar desde julho de 2006.

Em comunicado, o Copom repetiu que o cenário ainda exige cautela e manteve a estratégia de deixar os juros altos por um “período bastante prolongado”. A autoridade monetária não deu qualquer sinal sobre quando poderá começar um ciclo de cortes. O BC destacou que seguirá vigilante e não hesitará em retomar os aumentos, se necessário.

Inflação dentro do teto da meta dá margem para cautela

A decisão ocorre em um momento de inflação controlada. O IPCA de novembro ficou em 0,18%, e o acumulado em 12 meses está em 4,46%, dentro do teto da meta contínua de 4,5%. Apesar do dado positivo, o Copom avalia que as incertezas ainda são grandes, especialmente em relação ao câmbio e às pressões de custos. A próxima revisão das projeções oficiais sai no fim de dezembro.

O mercado, por sua vez, está um pouco mais otimista. A pesquisa Focus projeta o IPCA de 2025 em 4,4%, próximo do limite superior. Para o crescimento do PIB, os analistas esperam 2,25%, acima da projeção do BC de 2%.

Juros altos continuam travando crédito e a economia

A Selic é a principal ferramenta do BC para controlar os preços. Juros elevados encarecem o crédito, desestimulam o consumo e freiam a atividade econômica. Por outro lado, essa política ajuda a ancorar as expectativas de inflação. O custo é um crescimento econômico mais lento, conforme refletido nas projeções revisadas para baixo.

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Portanto, a mensagem do Copom é clara: a prioridade absoluta ainda é a estabilidade de preços. Qualquer movimento para baixo nos juros dependerá de uma convicção sólida de que a inflação está dominada de forma duradoura, o que não parece ser o cenário atual para o comitê.

Em resumo, o BC optou por mais uma pausa de observação. Os juros devem permanecer no teto por um bom tempo, pressionando o custo do dinheiro para empresas e famílias, enquanto a inflação não apresentar trajetória consistente de queda.

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